Talleres Filsa, S.A.U.
Informação profissional para a indústria alimentar portuguesa

Reportagem exclusiva da iALIMENTAR em Hamburgo, na Alemanha

O futuro da intralogística passa por soluções inteligentes e sustentáveis

Alexandra Costa08/11/2022
Numa altura em que vivemos com uma dicotomia de aceleração do comércio eletrónico e a preocupação pela sustentabilidade, a Still apresentou a sua estratégia para abarcar estes dois cenários. Duas linhas distintas. Uma virada para um mundo tecnológico, onde a automação e o recurso a ferramentas como a inteligência artificial imperam, e outro, onde pelo ambiente decorre o trabalho, e se requerem soluções mais básicas e económicas.
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Em Hamburgo, Alemanha, a Still apresentou a sua visão, não só a evolução do negócio da empresa, mas, também, do próprio setor. E, a verdade, é que nos últimos cinco anos o mundo da intralogística sofreu alterações profundas, fruto (principalmente) de quatro tendências: a ascensão do comércio eletrónico com especial atenção para a escolha da distribuição rápida; a individualização e a pressão que isso coloca nos fabricantes (e mais tarde nos distribuidores); a urbanização, com os armazéns localizados na chamada última milha a serem cada vez mais diminutos e a terem de lidar com a pressão da diminuição das emissões de CO2; e ainda a conectividade, em que todo o tipo de equipamentos passa a estar interligado.

Face a tudo isto, a Still, empresa fabricante de equipamentos de movimentação de cargas, com sede em Hamburgo, explicou para onde caminha o futuro da intralogística e o seu papel nesse cenário. Com destaque para o aumento da utilização da tecnologia, no sentido de proporcionar um aumento da automação e de soluções inteligentes (e eficazes).

Para tal, a empresa definiu cinco campos de ação - Energia, Produtos, Automatização, Serviços e Circularidade – e a sua visão do que vai acontecer em relação aos equipamentos de movimentação de cargas.

No caso da energia, uma das principais preocupações incide ao nível da durabilidade das baterias. Algo importante dado que, em termos do chamado combustível verde, ainda não se sabe bem qual a tecnologia que irá vingar. A explicação para este tipo de abordagem foi dada por Frank Müller, vice-presidente sénior de gestão de marcas: “os desafios do nosso tempo não podem ser enfrentados com uma única resposta”.

No caso das máquinas propriamente ditas, a empresa preparou duas linhas completamente distintas - a Xcellence e a linha Clássica - capazes de satisfazer as necessidades dos dois cenários existentes atualmente. Por um lado, uma linha mais inteligente e tecnológica, com máquinas a pensar no futuro, equipadas com sensores e automatização, motorização elétrica.. vocacionadas para os armazéns do futuro – modernos, com amplos corredores, limpos, com muito espaço – mas, também, uma linha mais básica, a pensar nos espaços já existentes que não têm as caraterísticas necessárias para as máquinas inteligentes. Seja porque o seu chão já tem anos de uso, porque são mais estreitos, e mais confusos. O importante, para a empresa é ter soluções que se adequem às duas situações e, assim, não falhar com os clientes. Isto porque, como explicou o executivo, a procura por soluções de empilhadores menos complexas e inteligentes, diga-se, aplicações simples, está a crescer.

E se a primeira linha – Xcellence – utiliza tecnologia avançada, personalizável e variável, a segunda – Clássica – oferece equipamentos de nível mais básico, mas, em contrapartida, entram mais rapidamente no mercado e são vendidas a um preço mais acessível.

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No caso dos serviços, a empresa distingue-se pelos serviços de consultadoria, ajudando os clientes a configurar a solução que melhor se adequa às suas necessidades, assim como a correta utilização do equipamento e ainda o número certo de viaturas para a carga de trabalho existente. Sendo que, esse trabalho de assessoria inclui, também, a deteção de erros no fluxo operacional, o que, em última análise, vai permitir a otimização da frota. O próximo passo, adianta a empresa alemã, passa por disponibilizar informação em tempo real.

A automação resolve não só a questão da eficiência operacional como ajuda a colmatar uma dificuldade em crescendo: obter recursos humanos. E esta não é uma tendência pontual. A prova é que um estudo levado a cabo pela Still revelou que até 2025, 55% dos clientes quer ter no mínimo 60% dos processos automatizados e 20% prevê 100% de automatização. Embora estes dados sejam interessantes e reveladores, há outros que mostram uma outra realidade, mais preocupante: a dos 57% dos inquiridos que referiu que até hoje não tem qualquer tipo de automação no seu negócio. Por outro lado, convém ter em atenção que há espaços que não estão preparados para a automação. Pelo menos para as “novas” viaturas, equipadas com sensores e soluções inteligentes, que requerem mais espaço de manobra. É o caso dos armazéns que estão localizados, por exemplo, no centro das cidades, em edifícios mais antigos e que não reúnem as condições necessárias. Não é por acaso que a Still verificou que a maioria dos clientes preferem ter soluções mais económicas (e menos tecnológicas) para os armazéns antigos.

O futuro está (também) na circularidade. Quando se fala de economia circular, no caso específico de máquinas como os empilhadores, há que pensar na máquina propriamente dita – que, com a manutenção adequada pode durar anos e anos – mas, também, nas baterias. Este é o 'busílis' da questão. Porque, como explicou a empresa, a recuperação e reutilização das viaturas, é algo que já faz desde os anos 80. Mas a empresa quer ir mais longe e anunciou que o próximo empilhador elétrico RXE será o primeiro da sua classe a ser concebido com uma abordagem circular - desde a conceção através da cadeia de fornecimento até à produção e, finalmente, à utilização pelo cliente.

De recordar ainda que os números avançados pela empresa no que concerne à diminuição das emissões de CO2 são animadores: 5% na cadeia de abastecimento, 50% na produção e 25% na utilização.

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