A recolha seletiva de embalagens de plástico diminuiu 3,8% entre janeiro e setembro de 2026, face ao mesmo período do ano anterior, totalizando 63 477 toneladas. Os dados divulgados pela Novo Verde, entidade gestora de resíduos de embalagens, mostram que este foi um dos três materiais que registaram uma quebra, apesar de a recolha seletiva global ter crescido 1,1%, para 373 182 toneladas.
No conjunto dos materiais, o vidro manteve-se na primeira posição, com 166 157 toneladas recolhidas, seguido do papel/cartão, que atingiu 127 919 toneladas. O plástico ocupou o terceiro lugar em volume, embora tenha registado uma evolução negativa.
Além do plástico, também a recolha de embalagens de aço e alumínio diminuiu. O aço recuou 6%, para 5 398 toneladas, enquanto o alumínio registou uma quebra de 4,6%, totalizando 1 630 toneladas.
Em sentido contrário, o papel/cartão aumentou 4,4%, sendo o material que mais contribuiu, em volume, para o crescimento da recolha seletiva. A madeira apresentou a maior subida percentual, de 24,9%, embora o total tenha sido de apenas 2 611 toneladas. As embalagens de cartão para alimentos líquidos (ECAL) cresceram 2,7%, para 5 990 toneladas.
O vidro registou um aumento de 0,7% e representou cerca de 45% do total recolhido no âmbito do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE).
Apesar da subida global de 1,1% nos primeiros nove meses do ano, a Novo Verde considera que os resultados continuam aquém do necessário para cumprir as metas nacionais de reciclagem.
“Um crescimento de 1,1% ainda não é suficiente perante a exigência das metas que temos de cumprir”, afirma Pedro Simões, diretor-geral da entidade gestora, que destaca a necessidade de melhorar os resultados em todos os materiais, sobretudo naqueles em que se verificaram quebras.
A Novo Verde prevê continuar a desenvolver ações de sensibilização e literacia ambiental, como a Geração Verdão e o Transformarium, bem como a investir em inovação e em redes próprias de recolha. A entidade pretende ainda reforçar o trabalho com municípios, sistemas de gestão de resíduos urbanos, operadores e empresas para aumentar a quantidade de embalagens encaminhadas para reciclagem.



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