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Projeto cofinanciado pelo Compete 2030 aposta em soluções nutricionais inovadoras para as fases iniciais de desenvolvimento

Fortifish testa dietas com péptidos bioativos para reduzir o stress em peixes de aquacultura

08/06/2026

O projeto Fortifish está a desenvolver e demonstrar dietas fortificadas com péptidos bioativos destinadas às fases iniciais de vida de peixes utilizados em aquacultura e investigação biomédica. A iniciativa pretende melhorar o bem-estar animal e mitigar os efeitos do stress em espécies como o robalo, a dourada e o peixe-zebra.

Foto: Compete 2030
Foto: Compete 2030.

Empresas e entidades científicas portuguesas uniram-se no projeto Fortifish para demonstrar que a incorporação de péptidos bioativos na alimentação pode contribuir para reduzir a resposta ao stress durante as fases iniciais de desenvolvimento dos peixes. Liderada pela Sparos, a iniciativa decorre entre julho de 2025 e dezembro de 2026 e pretende validar esta abordagem em condições próximas das utilizadas na produção.

O projeto tem como alvo espécies de interesse para a aquacultura, como o robalo e a dourada, bem como o peixe-zebra, amplamente utilizado em investigação biomédica. O objetivo passa por desenvolver e demonstrar dietas funcionais capazes de melhorar o bem-estar animal nos períodos mais sensíveis do ciclo de vida.

O Fortifish surge na sequência do projeto Nostress e assenta na premissa de que a nutrição pode desempenhar um papel relevante na mitigação dos efeitos do stress em peixes jovens. A iniciativa procura acelerar a transferência deste conhecimento para soluções com potencial de aplicação prática no setor aquícola.

Além da Sparos, o consórcio integra a Atlantik Fish, a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, o Gulbenkian Institute for Molecular Medicine, o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o laboratório colaborativo S2AQUA, a Fundação D. Anna de Sommer Champalimaud e Dr. Carlos Montez Champalimaud e o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde.

A operação foi aprovada em agosto de 2025 e representa um investimento elegível de 1,67 milhões de euros. O financiamento da União Europeia ascende a cerca de 1,15 milhões de euros.

Integrado no Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Empresarial – Projetos Demonstradores em Copromoção, o Fortifish é cofinanciado pelos programas Algarve 2030, Lisboa 2030 e Compete 2030, no âmbito do Portugal 2030.

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