A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) apresentou uma nova plataforma de dados e rastreabilidade, divulgou um estudo que quantifica o contributo económico do setor e revelou o Plano Estratégico 2026-2031, que prevê aumentar em mais de 40% o volume de negócios até ao final da década.
Os vinhos do Alentejo geram mais de 1,45 mil milhões de euros para a economia portuguesa, segundo um estudo socioeconómico desenvolvido pela Universidade Nova SBE e apresentado pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), que aproveitou a ocasião para lançar a plataforma Data+ e apresentar o Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031.
O estudo conclui que o setor acrescentou cerca de 673 milhões de euros ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional, contribuiu com 95 milhões de euros em receitas fiscais para o Estado, através de IVA e IRS, sustentou mais de 21 mil postos de trabalho diretos e assegurou 269 milhões de euros em remunerações.
Os dados apresentados evidenciam ainda o peso da região no setor vitivinícola nacional. O Alentejo representa cerca de 16,4% da produção nacional de vinho, 16,8% da produção de vinho com Denominação de Origem Protegida (DOP) e 19% da produção de vinho com Indicação Geográfica Protegida (IGP).
A par da divulgação destes resultados, a CVRA lançou a plataforma Data+, uma ferramenta digital de controlo, monitorização e rastreabilidade da fileira vitivinícola alentejana, que reúne mais de cinco milhões de registos e dados históricos acumulados ao longo de mais de 15 anos.
A plataforma permite consultar informação detalhada por sub-região, casta, mercado de exportação e outros indicadores estratégicos, reforçando a capacidade de acompanhamento da atividade e de apoio à tomada de decisão por parte dos produtores. A iniciativa beneficia ainda do facto de o Alentejo ser a única região vitivinícola portuguesa a concentrar informação histórica deste tipo desde 1989.
Citado em comunicado, o presidente da CVRA, Luís Sequeira, considera que a nova ferramenta permitirá “aumentar o rigor e a transparência”, ao mesmo tempo que disponibiliza informação atualizada e relevante para apoiar a gestão e o desenvolvimento do setor.
As duas iniciativas enquadram-se no Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031, documento que define as prioridades da região para os próximos anos e que pretende reforçar o posicionamento do Alentejo entre as principais regiões vinícolas do mundo.
Estruturado em seis pilares – controlo e fiscalização, marketing e mercados, enoturismo, sustentabilidade, viticultura e enologia, e investigação e desenvolvimento –, o plano estabelece como meta um crescimento de 41,1% no volume total de negócios da fileira até 2030. A estratégia prevê a criação de mais 158,9 milhões de euros em valor adicional, assente na valorização do produto, no reforço da presença internacional, no crescimento do enoturismo e na continuidade das políticas de sustentabilidade.
Segundo a CVRA, o Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031 resulta de um processo de auscultação alargado ao setor, que envolveu produtores, especialistas, investigadores e agentes económicos, permitindo definir uma visão comum para o futuro da região.

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