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Entrevista a Robert Gerritsen, da Kersia: "A segurança alimentar do futuro será mais preventiva, mais sustentável e construída na cooperação"

04/05/2026

Nesta entrevista, Robert Gerritsen partilha a visão da Kersia para o sul da Europa, uma região chave na sua estratégia internacional, com uma presença histórica e consolidada em Portugal. Aborda os principais desafios atuais de segurança alimentar e a necessidade de abordagens cada vez mais preventivas, sistémicas e colaborativas. A sustentabilidade ambiental e a inovação estão no centro, juntamente com o desenvolvimento de soluções integradas que melhoram a eficiência operacional e reduzem o impacto ambiental. Tudo isto é apoiado por uma forte proximidade ao cliente, padrões de excelência e um claro compromisso com a colaboração para construir o sistema alimentar do futuro.

Robert Gerritsen, Diretor-Geral para o sul da Europa
Robert Gerritsen, Diretor-Geral para o sul da Europa.

Qual é a visão da Kersia para o mercado do sul da Europa e que papel desempenham países como Portugal, Espanha, Itália e Grécia na estratégia do grupo?

O sul da Europa é uma região estratégica para a Kersia, devido ao peso da sua indústria agroalimentar, à sua diversidade produtiva e à sua capacidade exportadora. A nossa visão é clara: ser o parceiro de referência em higiene, biossegurança e segurança alimentar, acompanhando as empresas na construção de modelos mais seguros, sustentáveis e resilientes.

Neste contexto, Portugal, Espanha, Itália, Grécia e os Balcãs desempenham um papel central. Estes são mercados onde a Kersia tem uma presença histórica e um conhecimento profundo do tecido industrial. Em Portugal, em particular, a nossa trajetória remonta a mais de 30 anos, o que nos permitiu construir relações de confiança a longo prazo com a indústria alimentar local e compreender muito bem os seus desafios específicos, tanto no continente como nas ilhas.

Com base nesta base sólida, a nossa ambição é continuar a consolidar e projetar esta liderança histórica, reforçando a posição da Kersia como parceiro estratégico de referência em segurança alimentar. Combinamos proximidade e conhecimento local com a força de um grupo internacional, capaz de proporcionar inovação, visão global e melhores práticas desenvolvidas em múltiplos mercados.

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Como é que a empresa adapta as suas soluções de biossegurança e higiene, às especificidades dos diferentes mercados da região?

A Kersia é um grupo global com uma abordagem profundamente local. Partimos de uma base comum – ciência, inovação e excelência operacional – mas adaptamos as nossas soluções às realidades regulatórias, industriais e culturais de cada país.

No sul da Europa, onde setores tão diversos como carne, laticínios, vinho, cerveja, azeite e marisco coexistem, esta adaptação é essencial. Temos equipas técnicas locais que trabalham diretamente com os clientes para desenhar protocolos personalizados, integrando produtos, serviços, formação e ferramentas digitais. O nosso objetivo não é apenas cumprir as normas, mas ajudar os nossos parceiros industriais a antecipar riscos e a melhorar o seu desempenho global, também do ponto de vista ambiental.

Quais as áreas de produtos ou serviços que registaram o maior crescimento na região e quais são as tendências que marcam a procura?

Nos últimos anos, registamos um crescimento significativo em soluções avançadas de higiene e serviços de prevenção, bem como no suporte técnico de elevado valor acrescentado. A tendência é clara: as indústrias procuram parceiros capazes de oferecer soluções integradas, não apenas produtos.

Também destaca o crescente interesse em abordagens que combinam segurança alimentar com eficiência sustentável. Neste contexto, iniciativas como o nosso programa Optimall, que analisa o custo total de propriedade (TCO) dos processos de higiene, são muito bem recebidas. Permitem aos clientes melhorar a segurança, reduzir o consumo – água, energia, químicos – e minimizar o impacto ambiental, sem comprometer a eficiência. A procura está a evoluir para uma segurança alimentar mais preventiva e orientada por dados, alinhada com os objetivos europeus de sustentabilidade.

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Quais são os principais desafios operacionais e regulatórios que identifica no sul da Europa no campo da segurança alimentar?

O principal desafio é a crescente complexidade do ambiente. Os requisitos regulatórios estão a tornar-se mais rigorosos e dinâmicos, enquanto as empresas têm de gerir a inovação e objetivos ambientais ambiciosos.

A isto junta-se um contexto global marcado por uma crescente incerteza geopolítica e económica, cadeias de abastecimento cada vez mais complexas e frágeis, alterações climáticas e maior sensibilidade social para a sustentabilidade e transparência. As crises alimentares atuais exigem rapidez, coordenação e uma visão sistémica. Não podem ser geridas com abordagens fragmentadas. É por isso que, na Kersia, defendemos uma exigente combinação de ciência, inovação, prevenção no terreno, protocolos robustos, elevada especialização humana e ferramentas digitais capazes de antecipar riscos e reforçar a confiança em toda a cadeia alimentar.

Que prioridades estratégicas são definidas para os próximos anos nesta região, especialmente em termos de investimento, inovação e parcerias?

O nosso roteiro baseia-se em três prioridades claras. A primeira é investir continuamente em inovação, desenvolvendo soluções cada vez mais seguras e amigas do ambiente, alinhadas com os verdadeiros desafios da indústria alimentar.

A segunda é reforçar a nossa presença local, tanto em capacidades técnicas como em sistemas de gestão e qualidade. Neste sentido, a recente renovação da tríplice certificação ISO pela Kersia Ibérica reflete o nosso compromisso com a excelência, sustentabilidade e segurança nas nossas próprias operações.

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E a terceira prioridade é o crescimento através de alianças estratégicas e aquisições, como a recente adição de capacidades na Grécia, reforçando a nossa proximidade com os clientes e a compreensão dos mercados locais.

Acreditamos firmemente que o futuro da segurança alimentar é construído de forma cooperativa. Inovar, colaborar e agir com uma visão de longo prazo é a chave para criar um sistema alimentar mais seguro, eficiente e sustentável.

Mais informações em https://www.kersia-group.com/

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