O projeto Frutotal está a desenvolver preparados de fruta com proteína e fibra obtidas a partir de frutos rejeitados, com o objetivo de reduzir o desperdício alimentar e criar soluções mais nutritivas e sustentáveis.
O Frutotal centra-se na valorização de fruta que não entra nos circuitos comerciais, apesar de manter qualidade, como a Maçã de Alcobaça IGP e a Pêra Rocha do Oeste DOP.
Cofinanciado pelo Compete 2030, o projeto junta empresas do setor frutícola, entidades técnicas e instituições de ensino superior, numa abordagem que liga produção e investigação. A iniciativa é liderada pela Frutus, e conta com o apoio científico do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e da Universidade do Minho.
O trabalho desenvolvido passa pela transformação da biomassa destes frutos em ingredientes com valor nutricional acrescentado. A proteína é obtida através de fermentação, enquanto a fibra resulta de processos de extração, sendo depois incorporadas em preparados de fruta, esclarece o Compete 2030.
Estas soluções procuram garantir um perfil nutricional reforçado sem alterar as características sensoriais dos produtos, como o sabor, a textura e o aroma.
O projeto abrange várias etapas da cadeia, desde o aproveitamento da fruta rejeitada até à sua transformação industrial, contribuindo para a redução de perdas e para uma utilização mais eficiente dos recursos.
Numa fase posterior, está prevista a aplicação dos preparados desenvolvidos em produtos de pastelaria, com a participação da Sonae e da Panike na demonstração dessas soluções.
O Frutotal pretende, assim, responder à procura crescente por alimentos mais saudáveis e sustentáveis, reforçando simultaneamente a valorização de subprodutos no setor agroalimentar, refere o Compete 2030.
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