A BGI Sustainable Ventures passou a integrar a EU Agri-Food Biotech Alliance, uma iniciativa coordenada pela EIT Food que reúne dezenas de organizações europeias com o objetivo de acelerar a inovação e a aplicação industrial da biotecnologia no setor agroalimentar, reforçando a competitividade e a sustentabilidade dos sistemas alimentares na Europa.
De acordo com um comunicado da organização, num contexto em que a Europa procura reforçar a sua autonomia estratégica nas áreas da biotecnologia e dos sistemas alimentares, a Aliança pretende criar um ecossistema coordenado capaz de transformar avanços científicos em soluções escaláveis para o mercado.
“A Europa tem uma oportunidade única para liderar a próxima geração da biotecnologia agroalimentar”, afirma Gonçalo Amorim, CEO da BGI, citado no comunicado. Segundo o responsável, a ligação entre startups, indústria, centros de investigação e decisores políticos permitirá acelerar a implementação de inovações biológicas que tornem os sistemas alimentares “mais resilientes, sustentáveis e competitivos”.
A BGI é uma das 62 organizações que assinaram a carta de intenções da iniciativa e participa ativamente na definição da agenda estratégica destinada a reforçar a liderança europeia em soluções biotecnológicas para agricultura, alimentação humana e alimentação animal.
A EU Agri-Food Biotech Alliance reúne startups, empresas, instituições científicas, infraestruturas tecnológicas e investidores com o objetivo de acelerar inovações disruptivas, ampliar a biotecnologia industrial e mobilizar investimento em toda a bioeconomia europeia.
Entre os principais desafios identificados estão o aumento de escala das soluções biotecnológicas, o acesso a infraestruturas e financiamento e o desenvolvimento de modelos colaborativos de investigação e inovação ao longo da cadeia de valor agroalimentar.
No âmbito da sua participação, a BGI contribuirá com experiência na aceleração da inovação, apoio a startups e desenvolvimento de ecossistemas colaborativos, promovendo a ligação entre empreendedores, investigadores e indústria envolvidos em soluções de biotecnologia agroalimentar de nova geração.
A organização disponibiliza ainda infraestruturas tecnológicas através da plataforma Ampliaqua, uma instalação de investigação e demonstração dedicada à bioeconomia circular e a sistemas regenerativos de produção alimentar. A infraestrutura integra sistemas de aquacultura em recirculação (RAS), reciclagem de nutrientes, cultivo de microalgas e produção vegetal biopónica num modelo de Aquacultura Multitrófica Integrada (IMTA), permitindo desenvolver e validar soluções biotecnológicas para aquacultura sustentável e circularidade de nutrientes.
As atividades de investigação atualmente em curso incluem abordagens de aquacultura regenerativa aplicadas a espécies como a truta-arco-íris e peixes do género Seriola, explorando fluxos circulares de nutrientes e modelos produtivos integrados que procuram reduzir o impacto ambiental e aumentar a eficiência dos recursos.
Segundo o comunicado, a iniciativa está alinhada com os esforços europeus para reforçar a bioeconomia, aumentar a resiliência dos sistemas alimentares e promover uma produção agrícola sustentável, contribuindo simultaneamente para a competitividade europeia na inovação biotecnológica.
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