A Comissão Europeia apresentou, esta terça-feira, 10 de março, uma nova plataforma baseada em inteligência artificial, denominada 'TraceMap', destinada a acelerar a deteção de fraude alimentar, alimentos contaminados e surtos de doenças de origem alimentar em toda a União Europeia, reforçando a segurança dos consumidores e a capacidade de atuação das autoridades nacionais.
Segundo um comunicado da Comissão Europeia, a ferramenta foi desenvolvida para apoiar os Estados-membros na identificação mais rápida de riscos no setor agroalimentar, alinhando-se com os elevados padrões europeus de segurança alimentar e de controlo de produtos importados.
A plataforma recorre a inteligência artificial para melhorar a avaliação dos riscos alimentares, através do acesso simplificado e da análise de dados críticos, permitindo também identificar rapidamente ligações entre operadores económicos e remessas de produtos. Sempre que é detetado um risco, o sistema monitoriza toda a cadeia de abastecimento agroalimentar, facilitando a retirada célere do mercado de produtos inseguros ou fraudulentos.
De acordo com o mesmo comunicado da Comissão Europeia, o 'TraceMap' passa a estar disponível para as autoridades nacionais de todos os Estados-Membros, permitindo direcionar melhor as ações de controlo e realizar investigações mais aprofundadas sem necessidade de recursos adicionais. A ferramenta utiliza os dados já existentes nos sistemas agroalimentares europeus para acompanhar padrões comerciais e fluxos de produção de forma mais rápida e precisa.
A Comissão Europeia explica ainda que a nova plataforma aumenta a precisão dos processos de triagem, acelera a deteção de operadores suspeitos e apoia a identificação de fraudes alimentares e surtos associados a alimentos contaminados, contribuindo para a remoção rápida de produtos não conformes do mercado.
O sistema deverá igualmente reforçar o controlo de mercadorias importadas, em linha com as medidas previstas na Visão para a Agricultura e Alimentação.
O 'TraceMap' foi desenvolvido pela Comissão Europeia com tecnologia de inteligência artificial capaz de processar, estruturar e interpretar informação proveniente de diferentes plataformas europeias de gestão da segurança alimentar, incluindo o Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF) e o Trade Control and Expert System (TRACES). Numa fase piloto recente, a ferramenta já apoiou a identificação e recolha de leite infantil produzido com óleo ARA contaminado proveniente da China, demonstrando a sua aplicação prática em situações reais.
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