A Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB) anunciou o lançamento de um serviço de recolha seletiva de biorresíduos alimentares porta a porta, que irá abranger 19 municípios da região centro. A iniciativa, apresentada sob o lema ‘Sou resto, mas ainda presto!’, pretende contribuir para a concretização das metas ambientais nacionais e europeias e reforçar a transição para uma economia circular.
Créditos: AMRPB.
O novo serviço abrange produtores domésticos e não domésticos, incluindo restaurantes, cantinas, cafés e escolas, com uma meta de recolha de cerca de três mil toneladas no primeiro ano. Estão também previstas experiências-piloto em sete municípios, envolvendo utilizadores domésticos.
Nesta fase inicial, o programa contempla aproximadamente 1.000 produtores não domésticos e 1.000 domésticos.
A AMRPB estima que, até 2030, mais de 11 mil toneladas de biorresíduos sejam valorizadas e transformadas em composto orgânico de qualidade, promovendo o reaproveitamento de recursos e reduzindo o impacto ambiental associado à deposição em aterro.
Para garantir a eficácia do projeto, a associação aposta num modelo de recolha porta a porta, mais próximo do cidadão, complementado por uma campanha de sensibilização ambiental destinada aos aderentes. A iniciativa visa incentivar a correta separação dos resíduos e a adoção de boas práticas ambientais.
Segundo a AMRPB, em 2024 a região recebeu mais de 158 mil toneladas de resíduos, das quais 141 mil foram indiferenciadas, evidenciando a necessidade de reforçar a separação na origem. “Este projeto responde a um desafio ambiental que é hoje nacional. A recolha seletiva de biorresíduos é fundamental para reduzir o envio de resíduos para aterro, diminuir o impacte ambiental e promover uma gestão mais eficiente dos recursos. No Planalto Beirão, estamos a dar um contributo concreto para essa mudança”, sublinha Ricardo Cruz, presidente do conselho diretivo da associação.
Os biorresíduos constituem uma das frações mais significativas dos resíduos urbanos indiferenciados em Portugal. A recolha seletiva destes materiais é considerada uma medida estrutural para reduzir a deposição em aterro, mitigar emissões de gases com efeito de estufa e promover a valorização orgânica.
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