A Portugal Fresh - Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal, leva empresas nacionais à Fruit Logistica, que se realiza em Berlim entre 4 e 6 de fevereiro, numa altura em que o Mercosul se revela estratégico para o setor das frutas.
Com as exportações de frutas e legumes a crescerem, consecutivamente, há mais de uma década, a Portugal Fresh - Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal - quer abrir ainda mais o apetite dos mercados internacionais e vai reforçar a promoção externa do setor com mais uma participação na Fruit Logistica, em Berlim, entre 4 e 6 de fevereiro.
Mais de 2.500 expositores de 90 países marcam presença nesta feira profissional, que se assume como o maior ponto de encontro da Europa dedicado às frutas e legumes. No stand da Portugal Fresh estarão representadas 24 empresas, associações de produtores e parceiros.
“As exportações de frutas, legumes e flores chegaram aos 2,5 mil milhões de euros em 2024, o triplo em pouco mais de uma década. A produção nacional ganhou reconhecimento nos mercados mais exigentes, apostou em certificação, inovação, digitalização, robotização e rastreabilidade. A evolução tem sido extraordinária e a presença na Fruit Logistica é uma das iniciativas fundamentais para abrir portas a novos clientes e explorar oportunidades de negócio com outras geografias”, diz Gonçalo Santos Andrade, presidente da Portugal Fresh.
Neste campo, Espanha, França, Países Baixos, Alemanha e Reino Unido surgem como os principais destinos das exportações portuguesas, sendo que os pequenos frutos, tomate de indústria e tomate fresco, citrinos e frutos secos são alguns dos produtos em destaque.
Para manter o ritmo positivo de exportações e o nível de qualidade na produção, a Portugal Fresh defende que é necessário acelerar a implementação do projeto Água que Une, fundamental para modernizar as atuais infraestruturas e gerir de forma sustentável os recursos hídricos.
“Tem de ser um projeto de interesse nacional e liderado pelo próprio primeiro-ministro. Corremos o sério risco de perder competitividade, ficar dependentes de importações e comprometer a segurança alimentar, a sustentabilidade e o equilíbrio do território”, afirma o presidente da Portugal Fresh.
Outro tema na agenda do setor é a abertura de novos mercados, nomeadamente, o recente Acordo de Comércio entre a União Europeia e os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) que se revela de extrema importância para o setor das frutas, assinado a 17 de janeiro, no Paraguai, mas que ainda terá de passar pelo Tribunal de Justiça da UE.
“O acordo com o Mercosul é uma oportunidade globalmente positiva para o agroalimentar português e europeu, já que possibilita o acesso a um mercado de 270 milhões de consumidores. As salvaguardas previstas sobre as importações para a UE defendem os sub-sectores que, à partida, são mais vulneráveis. Há, agora, que exigir o cumprimento e fiscalização das regras incluídas no acordo. Para crescermos é necessário abrir novos mercados com uma diplomacia económica eficaz”, sublinha, acrescentando que “a decisão do Parlamento Europeu de remeter o acordo UE-Mercosul ao Tribunal de Justiça da UE é um sinal errado para um mercado mais aberto e global e, principalmente, para os nossos parceiros sul-americanos. Vejamos que o Brasil já é o primeiro mercado destino para pêras e maçãs nacionais e outras frutas poderão seguir este caminho. É de frisar que este acordo assume uma extrema importância no setor das frutas”.
A participação da Portugal Fresh na Fruit Logistica está integrada numa candidatura a um Projeto Conjunto de Internacionalização apoiado pelo Portugal 2030 - Programa Operacional Competitividade e Internacionalização e pela União Europeia.
Localização da Portugal Fresh na Fruit Logistica
Hall 5.2, stands C-40, D-40 e D-41
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