Liderança na indústria cervejeira
CEO da Heineken vai deixar o cargo no final de maio de 2026
O presidente executivo (CEO) da Heineken N.V., Dolf van den Brink, vai abandonar funções a 31 de maio de 2026, após quase seis anos à frente do grupo cervejeiro. A decisão foi comunicada ao Conselho de Supervisão e anunciada esta segunda-feira, 12 de janeiro, num comunicado da Heineken.
Segundo a empresa, a saída ocorre num momento em que a estratégia EverGreen 2030 já está definida, levando Dolf van den Brink a considerar que “este é o momento certo para a transição da liderança”. A decisão foi tomada em articulação com o Conselho de Supervisão, que respeita a opção do gestor e irá agora iniciar o processo de seleção de um sucessor.
Transição planeada e apoio continuado
Para garantir continuidade e estabilidade numa fase de mudança, o atual CEO aceitou manter-se ligado à empresa numa função de aconselhamento durante oito meses, a partir de 1 de junho de 2026. O objetivo é assegurar que a Heineken continua a beneficiar da sua experiência no setor e do conhecimento aprofundado do grupo.
Em declarações incluídas no comunicado da Heineken, Dolf van den Brink sublinha que, após “mais de 28 anos na Heineken”, acredita que a transição de liderança permitirá à empresa preparar-se melhor para a próxima etapa da estratégia. “Os últimos anos foram marcados por mudanças significativas, e a empresa atingiu agora um ponto em que uma nova liderança servirá melhor as suas ambições de longo prazo”, afirmou.
Reconhecimento do Conselho de Supervisão
O presidente do Conselho de Supervisão, Peter Wennink, destaca o contributo do CEO cessante num período exigente para a empresa, marcado por um contexto económico e político desafiante. O responsável refere que Dolf van den Brink liderou a execução da estratégia EverGreen 2025 e lançou as bases da EverGreen 2030, que define o rumo futuro do grupo.
De acordo com Peter Wennink, a próxima fase passará por “dar vida a esta estratégia através de uma execução disciplinada das ambições de crescimento”, razão pela qual o Conselho considera ser este “o momento adequado para iniciar o processo de sucessão”.