Durante períodos de elevada procura, como as celebrações nacionais em diferentes países, o consumo de carne vermelha pode aumentar entre 20% e 30%, elevando também o risco de perdas económicas devido à deterioração do produto. Neste contexto, investigadores da Pontifícia Universidade Católica do Chile desenvolveram uma solução tecnológica que melhora a conservação da carne fresca e contribui para a sustentabilidade das embalagens.
Os primeiros protótipos foram obtidos por extrusão, uma técnica amplamente utilizada no fabrico de películas alimentares, o que facilita a sua escalabilidade industrial. De acordo com os ensaios realizados, a tecnologia permite inibir a oxidação lipídica e retardar o crescimento microbiano, prolongando a cor, o aroma e a qualidade sensorial do produto refrigerado durante vários dias, e até várias semanas.
Esta inovação enquadra-se num projeto financiado pelo programa Fundo Crea y Valida I+D da CORFO, destinado a validar tecnologias com potencial de transferência para o setor produtivo. Um dos principais objetivos é reduzir as perdas económicas ao longo de toda a cadeia de valor, desde o processamento e a embalagem até à distribuição e ao ponto de venda, especialmente em contextos de elevada rotatividade.
Legenda: Participam na proposta tecnológica os professores Ricardo Pérez e Wendy Franco, das áreas de Engenharia Química e Bioprocessos da UC, juntamente com uma equipa de investigadores liderada por Cristóbal Concha.
A equipa de investigação é composta, para além de Loreto Valenzuela, pelos professores Ricardo Pérez e Wendy Franco, do Departamento de Engenharia Química e Bioprocessos, bem como por um grupo de especialistas liderado por Cristóbal Concha.
Esta solução representa uma alternativa tecnológica viável para melhorar a qualidade e a segurança das carnes vermelhas e abre novos caminhos para o desenvolvimento de embalagens ativas e sustentáveis com aplicação direta na indústria da carne.
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