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Suíça: fatores a ter em conta na hora de exportar

17/08/2022
O objetivo de qualquer empresa que aposta na internacionalização é encontrar um mercado forte e estável, pelo que exportar para a Suíça pode ser a oportunidade para entrar numa das economias mais prósperas do mundo.
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Por ser um mercado com elevado poder de compra, o nível de exigência é também maior. No entanto, a balança comercial deste país é favorável a Portugal, o que significa que existem já várias empresas nacionais que conseguiram cativar os consumidores suíços.

A AICEP dá algumas dicas sobre os fatores a ter em conta na hora de exportar.

A Suíça é sinónimo de uma economia sólida, moderna e competitiva e de um país com um PIB per capita elevado (93.064 dólares em 2021, quase quatro vezes o de Portugal) e com um crescimento económico que deve registar, em 2022, um valor percentual de 2,4%.

O consumo privado é o grande motor de uma economia em que o setor terciário (especialmente o financeiro) está extremamente desenvolvido. Uma cultura empresarial exigente e uma mão-de-obra altamente qualificada contribuem para que este seja um país conhecido pelo rigor, que lidera o ranking mundial da competitividade e extremamente bem posicionado nos rankings em termos de transparência (7.º) e liberdade económica (2º).

Uma taxa de desemprego baixa e uma inflação controlada tornam este um mercado ainda mais apetecível para as exportações nacionais.

Oportunidades de negócio

A estabilidade a nível político, económico e social e um relacionamento próximo com a União Europeia são boas razões para que as empresas portuguesas possam encarar a hipótese de exportar para a Suíça como uma oportunidade.

O investimento em I&D e em áreas relacionadas com a transição climática, como veículos elétricos e energias renováveis, são áreas com grande potencial de crescimento, pelo que podem constituir uma oportunidade para as empresas nacionais. Poderão existir oportunidades também noutros setores, como o agroalimentar, ferrovias, arquitetura, construção, saúde, tecnologias de informação e comunicação, sobretudo se apostarem na qualidade e inovação, dois aspetos que agradam aos consumidores suíços.

Produtos Químicos, Máquinas e Aparelhos, Veículos e Outro Material de Transporte, Metais Comuns e Instrumentos de Ótica e Precisão constituem as principais importações, tendo na Alemanha, Reino Unido, EUA, Itália e China os principais fornecedores (51,6% do valor das importações em 2021).

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a Suíça ocupa o 15º lugar no ranking das exportações portuguesas de bens em 2021, o que representa 1,0% do total.

Máquinas e Aparelhos, Produtos Alimentares, Produtos Químicos, Veículos e Outro Material de Transporte e Plásticos e Borracha foram os bens mais vendidos para o mercado helvético.

Entre 2017 e 2021, as exportações para este país cresceram, em média, 2,5% por ano, sendo a balança comercial favorável a Portugal, com um excedente de 261 milhões de euros em 2021.

Desafios

Ao ponderar exportar para a Suíça deverá ter em conta alguns desafios relacionados com eventuais barreiras à entrada de produtos e de mão-de-obra.

Sendo um mercado extracomunitário, há ainda que ter em conta o enquadramento legal, fiscal e aduaneiro.

Subsistem também alguns obstáculos quanto a alguns produtos agrícolas e agrícolas transformados (ex.: direitos aduaneiros).

No entanto, e apesar de não integrar o Espaço Económico Europeu, a Suíça e a UE têm em vigor cerca de 120 acordos bilaterais de cariz comercial e económico, sendo o mais relevante o Acordo de Comércio Livre assinado em 1972.

As barreiras linguísticas e algum formalismo na forma de comunicar e de negociar podem constituir um desafio na fase inicial de entrada no mercado. A abordagem deve, por isso, ter em conta que os decisores suíços privilegiam a segurança e mensagens claras, curtas e diferenciadoras. A tomada de decisão pode demorar algum tempo e todos os passos são ponderados e planeados.

Organização, pontualidade e sigilo são, por isso, caraterísticas fundamentais para uma abordagem bem-sucedida.

Como entrar no mercado

As empresas portuguesas têm na AICEP um apoio essencial para poderem escolher o mercado mais adequado às suas caraterísticas e a abordagem mais eficaz a esse novo cliente. Ferramentas como as análises de mercado, que reúnem toda a informação relevante, permitem começar a preparar um plano de internacionalização focado nas características do país de destino das exportações.

O registo na MY AICEP dá acesso a informações mais pormenorizadas sobre mercados. O diagnóstico de internacionalização e a Academia AICEP são formas igualmente úteis de preparar o crescimento internacional da sua empresa. Tenha também em consideração que a AICEP tem uma extensa rede externa, que conta com mais de 170 profissionais presentes em 55 mercados internacionais. A Delegação da AICEP na Suíça pode dar-lhe uma ajuda preciosa na internacionalização do seu negócio.

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