BF22 - iAlimentar

Lusiaves conclui aquisição do grupo espanhol Padesa O Grupo Lusiaves concluiu a aquisição da maioria do capital da espanhola Padesa, reforçando a sua presença no mercado ibérico. A operação eleva para cerca de 9.000 o número de colaboradores do grupo e para aproximadamente 1.500 milhões de euros o volume de negócios. Com cerca de 3.000 colaboradores, 15 empresas e mais de 550 milhões de euros de vendas consolidadas, a Padesa é um dos principais operadores avícolas de Espanha. Com esta operação, o Grupo Lusiaves passa a contar com cerca de 9.000 colaboradores em Portugal, Espanha e França e um volume de negócios de aproximadamente 1.500 milhões de euros. A operação conta ainda com a participação minoritária do Grupo Valora e com a manutenção das famílias Salvadó e Centelles como acionistas e responsáveis pela gestão da Padesa. A aquisição dá continuidade à estratégia de internacionalização do Grupo Lusiaves, depois das aquisições do Grupo Oblanca e da Avícola Segoviana, em 2025. Reforça também a sua capacidade de resposta a clientes e consumidores nos mercados ibérico e europeu, na proteína com maior crescimento no consumo: a carne de aves. Este investimento representa um passo decisivo no desenvolvimento da Lusiaves, orientado para o crescimento sustentado e para uma visão de longo prazo. O projeto garante a manutenção das equipas de gestão da Padesa e a identidade das suas marcas. Assegura também a estabilidade das operações e a continuidade das relações com colaboradores, produtores, fornecedores e entidades locais. EDITORIAL Na indústria alimentar, aumentar a produção não resolve tudo. É nas decisões do dia a dia — na escolha de um equipamento, na organização de uma linha ou no controlo da qualidade — que muitas empresas encontram margem para ganhar eficiência e manter a competitividade. É também por isso que a iAlimentar lança, nesta edição, o The Very Best, um dossier especial dedicado a alguns produtos, equipamentos, tecnologias e soluções para a indústria alimentar em Portugal. Queremos dar a conhecer o trabalho das empresas que desenvolvem respostas para as necessidades de um setor em constante exigência. Nesta primeira edição, houve empresas que aceitaram participar – a Climasun, a EFCIS, a Christeyns, a Inoxpa, a Brother, a Frigicoll, a Wedigitek e a SARA HACCP Digital – a todas, o nosso agradecimento, extensivo aos anunciantes e parceiros que continuam a apoiar a iAlimentar e a confiar no trabalho da revista. O debate sobre os desafios da indústria vai continuar a cinco de novembro, na Exponor. Entre as 10h30 e as 12h00, a iAlimentar Talk 2026, integrada na Expoalimenta e na Expocarne, reúne-se em torno do tema “Da produção à transformação: competitividade, inovação e mercado”. A APIC e a TECMEAT são parceiras institucionais. Nesta edição, há vários exemplos de como estes desafios chegam ao terreno. Paulo Amaral, diretor das feiras, resume a questão numa frase: já não basta produzir mais; é necessário produzir melhor. Nos matadouros, a automatização procura responder à dificuldade de trabalhar peças com características diferentes. Na campanha do tomate, os equipamentos e os processos têm de acompanhar o ritmo da produção e da transformação, sem criar estrangulamentos. São realidades distintas, mas ambas mostram o peso que a organização do trabalho e a tecnologia têm no desempenho industrial. A segurança alimentar merece igualmente atenção. O primeiro Fórum IFS Lisboa, bem como os contributos da bioMérieux e da ASAE, trazem para a discussão a prevenção, o controlo e a responsabilidade das empresas. Há ainda outras questões que prometem marcar o setor. As proteínas alternativas continuam a suscitar debate sobre a composição e o futuro da oferta alimentar. Já a rotulagem e as regras europeias relativas à utilização da designação “carne” mostram como a apresentação dos produtos ao consumidor está sujeita a exigências que as empresas não podem ignorar. Para quem gere uma unidade industrial, tudo isto tem consequências práticas. É preciso avaliar investimentos, perceber onde a automatização compensa, reduzir perdas, cumprir os requisitos de segurança e preservar a qualidade sem deixar fugir os custos. Nem sempre há respostas imediatas, e uma solução adequada a uma empresa pode não servir outra. Conhecer as opções disponíveis e perceber o que realmente acrescentam ao processo produtivo é, por isso, parte do trabalho de gestão. A iAlimentar quer continuar a acompanhar estas decisões, dando espaço às empresas, às soluções técnicas e aos temas que pesam no futuro da indústria alimentar. Produzir é apenas uma parte do desafio

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