BF22 - iAlimentar

14 Na sua intervenção, Xavier Nascimento abordou também a distinção entre alimentos prejudiciais para a saúde e alimentos impróprios para consumo. Quando é identificado um alimento não seguro que já se encontra no mercado, a resposta pode implicar a retirada do produto ou a sua recolha junto dos consumidores, bem como a comunicação às entidades competentes. O responsável salientou que a segurança alimentar não depende apenas das regras estabelecidas, mas também da forma como são aplicadas nas empresas. “A cultura de segurança dos alimentos acaba por ser um resultado de tudo o que acontece no estabelecimento”, afirmou Xavier Nascimento, sublinhando a influência das práticas diárias no funcionamento dos sistemas de controlo. A formação e o envolvimento dos trabalhadores são, neste contexto, elementos essenciais. Ana Machado, da SGS Portugal, resumiu a importância da competência prática numa frase: “Competência é saber fazer”. Também Paulo Gaspar, da BRAINR, destacou a necessidade de envolver cada operador na qualidade dos produtos e nos procedimentos de controlo. A segurança alimentar não deve ser vista como uma responsabilidade exclusiva dos departamentos da qualidade, mas como parte das tarefas de quem intervém nos processos. Susana Castro, da Longa Vida, chamou a atenção para a diferença entre ter um sistema implementado e garantir que este funciona quando é necessário. Construir um sistema é importante, mas garantir que funciona quando é necessário é o que faz a diferença. SUSTENTABILIDADE, EMBALAGENS E NOVAS TECNOLOGIAS O programa incluiu ainda a sustentabilidade, o Regulamento relativo às Embalagens e aos Resíduos de Embalagens (PPWR), a digitalização e a inteligência artificial. Estes temas colocam novas exigências às empresas, que têm de acompanhar a evolução regulamentar e avaliar de que forma as alterações afetam os seus processos. Ana Brandão, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), destacou a importância da preparação antecipada para responder às obrigações ambientais. A ideia é preparar as empresas desde já para cumprirem as obrigações de forma consistente. A relação entre fornecedores e distribuição também teve lugar na discussão. Sara Bernardes Silva, da Sonae MC, apontou a transparência como um fator importante na construção de relações de confiança entre as empresas. “O que distingue ao dia de hoje um fornecedor de confiança é de facto a transparência que tem com o retalho”, afirmou, salientando a importância de assegurar que as práticas adotadas correspondem às exigências e aos compromissos assumidos. Cristina Câmara, da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), destacou o contributo da partilha de necessidades e experiências para encontrar respostas aos desafios comuns. “Com esta parDa esquerda para a direita: Joana Mateus, da Anticimex; Ana Brandão, da APA - Agência Portuguesa do Ambiente; Cristina Câmara, da APED - Associação Portuguesa de Empresas de Dsitribuição e Pedro Guerra, da Alicontrol. Da esquerda para a direita: Alexandra Ribeiro, da Jerónimo Martins | Terra Alegre; Sara Bernardes Silva, da SONAE MC; Ana Machado, da SGS Portugal; Deolinda Silva, da PortugalFoods e Paulo Gaspar, da Brainr.

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