BF22 - iAlimentar

13 PREVENÇÃO COMEÇA NOS FORNECEDORES A gestão do risco começa antes de os produtos entrarem nas unidades industriais. A seleção de fornecedores, a avaliação das matérias-primas e a prevenção da fraude alimentar são etapas determinantes para evitar problemas que podem comprometer a segurança dos alimentos. Gabriela Pinheiro, da APCER, chamou a atenção para a necessidade de as empresas conhecerem os seus riscos e atuarem sobre as respetivas causas. “Uma empresa realmente preparada é a que reconhece que, de facto, tem riscos, atua sobre as causas e melhora de forma consistente”, afirmou. Eunice Santos, da ÉS Segurança. João Stein, da IFS – International Featured Standards. Da esquerda para a direita: Gabriela Pinheiro, da APCER; João Stein, da IFS – International Featured Standards e Xavier Nascimento, da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV). A eficácia dos sistemas de Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos (HACCP) foi igualmente abordada. A existência de procedimentos é necessária, mas não garante, por si só, que os perigos estejam controlados. É fundamental verificar se as medidas definidas são adequadas, se são cumpridas pelas equipas e se produzem os resultados esperados. A rotulagem e a gestão de alergénios exigem cuidados específicos. Uma falha na informação disponibilizada ao consumidor ou um episódio de contaminação cruzada pode ter consequências para a saúde, tornando indispensável o controlo das diferentes etapas de produção e acondicionamento. Também a gestão de pragas exige acompanhamento contínuo. Joana Mateus, da Anticimex Portugal, destacou a importância de relacionar as evidências recolhidas com os desvios identificados, as ações executadas e a verificação da sua eficácia. A identificação de uma não conformidade não encerra o processo: é necessário perceber a sua origem, corrigir o problema e confirmar se a solução adotada resultou. A prevenção deve começar ainda na conceção das instalações. Pedro Guerra, da Alicontrol, defendeu uma maior articulação entre as áreas de engenharia e segurança alimentar desde a fase de projeto. “A Engenharia Civil e a Segurança Alimentar têm de se sentar à mesma mesa de projeto para que o resultado seja satisfatório”, afirmou. FISCALIZAÇÃO E CULTURA DE SEGURANÇA A responsabilidade dos operadores e o papel das autoridades competentes estiveram em análise na intervenção de Xavier Nascimento, da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV). Cabe aos operadores do setor alimentar assegurar que os produtos sob a sua responsabilidade cumprem os requisitos de segurança aplicáveis. Às autoridades compete verificar o cumprimento das obrigações legais através dos controlos oficiais e determinar as medidas necessárias perante situações de incumprimento.

RkJQdWJsaXNoZXIy Njg1MjYx