12 FÓRUM DEBATE DESAFIOS DA SEGURANÇA ALIMENTAR E ANUNCIA REGRESSO EM 2028 O primeiro Fórum IFS Lisboa 2026 realizado, em Portugal, reuniu vários profissionais do setor alimentar para discutir segurança dos alimentos, certificação e gestão do risco. O controlo de fornecedores, a eficácia dos sistemas HACCP, a fiscalização e as novas exigências regulamentares estiveram entre os temas em destaque. A próxima edição está prevista para 2028. Joana Peres A segurança dos alimentos exige mais do que procedimentos escritos e auditorias periódicas. Depende da capacidade das empresas para identificar riscos, corrigir falhas e garantir que as medidas de controlo funcionam no dia a dia. Esta foi uma das ideias centrais do Fórum IFS Lisboa 2026, que reuniu representantes da indústria, da distribuição, de entidades de certificação e de organismos públicos. O encontro serviu para partilhar experiências e discutir os desafios que se colocam aos diferentes intervenientes da cadeia de abastecimento, num contexto de exigências crescentes em matéria de conformidade, rastreabilidade e proteção do consumidor. Na abertura, Eunice Santos, da ÉS Segurança, destacou a importância de criar oportunidades de partilha entre profissionais. “É essencialmente um dia para partilhar conhecimentos, experiências e diferentes perspetivas sobre o presente e o futuro da segurança alimentar e da certificação”, afirmou. A responsável sublinhou também o papel da certificação na melhoria das práticas das organizações. “Acreditamos que a certificação é um meio de acrescentar valor”, referiu, deixando uma mensagem dirigida aos participantes: "Que levemos connosco as ideias de hoje, para as aplicarmos e melhorarmos as nossas práticas”. João Stein, da IFS – International Featured Standards, colocou a responsabilidade pela segurança dos produtos no centro da discussão. “Estamos aqui para discutir um objetivo comum: a gestão da qualidade, a segurança dos alimentos e a conformidade”, afirmou. O responsável recordou que a segurança dos alimentos continua a enfrentar desafios ao longo da cadeia e destacou a importância da competência técnica dos auditores. A avaliação das empresas, defendeu, deve ser realizada por profissionais especializados nas matérias em análise, preservando a integridade do processo de auditoria.
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