BF20 - iAlimentar

18 DIGITALIZAÇÃO LOGÍSTICA custos operacionais, enquanto melhora a taxa de utilização dos veículos. A automação e a robotização ganham igualmente terreno, sobretudo em operações de maior escala. Como explica o presidente da APLOG, esta evolução responde à escassez de mão de obra qualificada e à pressão sobre os custos laborais, sendo “um caminho inevitável” para empresas com maiores volumes de operação. A Internet das Coisas (IoT) acrescenta uma camada crítica de monitorização contínua às operações logísticas. Sensores instalados em câmaras frigoríficas, armazéns e veículos permitem acompanhar variáveis como temperatura e humidade, assegurando um controlo mais rigoroso das condições de conservação. “A visibilidade da localização da carga e das condições de temperatura são vitais para a segurança alimentar e para o controlo da operação”, sublinha Afonso Almeida, destacando o papel crescente de sensores, etiquetas inteligentes e sistemas de rastreio na transparência da cadeia logística. Quando ocorre um desvio, a resposta pode ser imediata, reduzindo riscos operacionais e evitando perdas que, de outro modo, só seriam identificadas demasiado tarde. ARMAZENAMENTO ALIMENTAR: PRECISÃO, RASTREABILIDADE E ANTECIPAÇÃO No contexto do armazenamento alimentar, a digitalização tem vindo a tornar a gestão de stocks mais eficiente, precisa e menos dependente de estimativas. Ferramentas como o FLOW M, desenvolvida pela Flowtech, exemplifica esta evolução ao assegurar o controlo imediato e permanente de toda a operação logística, desde a receção de matérias-primas até à expedição do produto final. A plataforma integra funcionalidades como gestão de inventários, controlo de localizações, gestão de expedições e planeamento da produção. De acordo com João Nogueira, business development manager na Flowtech, estas ferramentas traduzem-se, na prática, em “menos ruturas, menos excesso de stock, menos desperdício e maior capacidade de resposta operacional”.

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