BF22 - iAlimentar

44 SEGURANÇA ALIMENTAR tratamentos térmicos. A minimização destes compostos constitui atualmente um desafio para a indústria alimentar, que procura conciliar segurança microbiológica, qualidade sensorial e valor nutricional dos alimentos. Neste contexto, os operadores económicos devem integrar estes processos nos seus sistemas de análise de perigos e pontos críticos de controlo (HACCP), assegurando que os benefícios ambientais não resultam na introdução de novos riscos para os consumidores. FRAUDE ALIMENTAR E AUTENTICIDADE A fraude alimentar constitui um desafio crescente e complexo, e frequentemente associada à obtenção de vantagens económicas através da adulteração, substituição, falsificação ou rotulagem enganosa de produtos alimentares. Estas práticas fraudulentas podem ou não representar riscos para a saúde pública, mas afetam sempre a confiança dos consumidores e a concorrência leal entre operadores económicos. A prevenção da fraude exige uma abordagem baseada na vulnerabilidade da cadeia alimentar, identificando pontos críticos onde exista maior probabilidade de ocorrência de práticas fraudulentas. A combinação de controlos documentais, inspeções, análises laboratoriais e partilha de informação entre autoridades constitui um instrumento fundamental para a deteção destas situações. Enquanto entidade fiscalizadora e Órgão de Polícia Criminal, a ASAE assume um papel determinante na prevenção, deteção e investigação da fraude alimentar, contribuindo para a autenticidade dos produtos e para a defesa dos consumidores. CONCLUSÃO A segurança dos alimentos encontra-se atualmente num período de profunda transformação com riscos emergentes. A inovação tecnológica, a globalização dos mercados, a sustentabilidade e a fraude alimentar exigem respostas cada vez mais sofisticadas, sustentadas no conhecimento científico e numa abordagem preventiva. Atualmente, a ASAE assume uma posição nacional estratégica e determinante enquanto autoridade responsável pelo controlo oficial dos géneros alimentícios, avaliação e comunicação do risco e no combate às práticas fraudulentas. Através da fiscalização baseada no risco, da atividade laboratorial, da cooperação internacional e da promoção da informação junto de operadores económicos e consumidores, contribui para um sistema alimentar mais seguro, transparente e resiliente. Num mundo em constante mudança, a segurança dos alimentos deve ser entendida como uma responsabilidade partilhada entre autoridades, setor produtivo, comunidade científica e consumidores, constituindo um elemento essencial para a proteção da saúde pública, a confiança dos cidadãos e o desenvolvimento sustentável da cadeia alimentar. n Mais informações no website da ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica www.asae.gov.pt/

RkJQdWJsaXNoZXIy Njg1MjYx