BF22 - iAlimentar

ENTREVISTA 37 “A próxima vantagem competitiva da indústria alimentar será a sua capacidade de antecipar riscos” ALEJO MIGONES, VP FOOD SAFETY & QUALITY DA bioMÉRIEUX Alejo Migones, VP Food Safety & Quality da bioMérieux, partilha a sua visão sobre a forma como a segurança alimentar está a evoluir de uma função de controlo para um motor de competitividade, eficiência e criação de valor para as empresas do setor. Durante anos, a segurança alimentar foi considerada uma obrigação regulamentar. Esta visão está a mudar? Sem dúvida. A segurança alimentar deixou de ser apenas uma questão de conformidade regulamentar para se tornar um elemento estratégico para as empresas. Hoje, num contexto marcado pela pressão sobre os custos, pela volatilidade das cadeias de abastecimento, pela escassez de recursos e por exigências crescentes por parte dos consumidores e dos reguladores, a gestão do risco tem um impacto direto na competitividade, na rentabilidade e na sustentabilidade das organizações. A questão que os líderes da indústria devem colocar já não é se os seus programas de qualidade cumprem os requisitos estabelecidos, mas sim se esses programas estão efetivamente a ajudar a melhorar o desempenho do negócio. Quais são atualmente os principais desafios para os responsáveis das indústrias alimentares? Existe uma necessidade comum em praticamente toda a indústria alimentar: produzir mais, melhor e com recursos limitados. No entanto, muitas empresas continuam a suportar custos ocultos associados à falta de qualidade: recolhas de produto, desperdício alimentar, reprocessamentos, tempos de paragem, limpezas extraordinárias, reclamações

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