ENTREVISTA 52 Se falarmos de temáticas, o packaging é hoje um fator estratégico não apenas para a conservação, mas também para a sustentabilidade e a comunicação do produto. Que tendências serão apresentadas neste âmbito na feira? O packaging é estratégico para a indústria agroalimentar há várias décadas, mas evoluiu provavelmente de uma ferramenta de marketing para um fator diferenciador que responde a desafios de sustentabilidade e eficiência. Em linha com os eixos temáticos de sustentabilidade e segurança alimentar da feira, os expositores apresentarão tendências que respondem às novas regulamentações, que reduzem o impacto ambiental dos materiais utilizados e que fornecem mais informação sobre a vida útil do produto. Tanto a maquinaria como os consumíveis de packaging estão a evoluir rapidamente para continuar a cumprir objetivos estratégicos de posicionamento do produto e responder aos novos desafios e necessidades dos consumidores. Por outro lado, a automatização e a digitalização estão a transformar a produção alimentar. Que soluções se destacarão este ano em matéria de robótica, inteligência artificial ou indústria 4.0? As linhas de produção digitalizadas e automatizadas são hoje uma realidade para garantir eficiência produtiva e rastreabilidade. A inteligência artificial está a acelerar o impacto da robótica e da indústria 4.0, não apenas na melhoria dos processos de produção, mas também na antecipação de necessidades de manutenção ou na gestão das cadeias de distribuição. Tal como já se verificou na última edição da Alimentaria FoodTech, o machine learning, a inteligência do software específico dos equipamentos ou o software central de uma linha de produção serão fatores diferenciadores entre os expositores. Destacar-se-á maquinaria não apenas automatizada, mas também capaz de tomar decisões colaborativas e preditivas. Na sua perspetiva, quais são os principais desafios tecnológicos que a indústria alimentar espanhola enfrenta atualmente e de que forma a feira contribui para lhes dar resposta? Insisto muito nos eixos temáticos que referimos anteriormente. A indústria alimentar espanhola deve ser eficiente, sustentável e garantir os mais elevados níveis de segurança alimentar. O desafio passa por assegurar que a tecnologia dos equipamentos seja capaz de garantir e melhorar todos estes aspetos. Infelizmente, nem toda a indústria agroalimentar espanhola está digitalizada ou automatizada, sendo o custo do investimento de capital uma das limitações. Nesse sentido, a Alimentaria FoodTech apresenta pelo menos duas respostas. Por um lado, a feira reúne inovação tecnológica relevante tanto para grandes empresas
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