BF19 - iAlimentar

Soluções Industriais para a Indústria Alimentar Inspeção, deteção, controlo e automação industrial 2026/1 19 Preço:11 € | Periodicidade: Trimestral | Janeiro 2026

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6 Edição, Redação e Propriedade INDUGLOBAL, UNIPESSOAL, LDA. Defensores de Chaves, 15 3º F 1000-109 Lisboa (Portugal) Telefone +351 215 935 154 E-mail: geral@interempresas.net NIF PT503623768 Gerente Aleix Torné Detentora do capital da empresa Grupo Interempresas Media, S.L. (100%) Diretora Joana Peres Equipa Editorial Joana Peres, Gabriela Costa, Nina Jareño Marketing e Publicidade Frederico Mascarenhas redacao_ialimentar@interempresas.net www.ialimentar.pt Preço de cada exemplar 11 € (IVA incl.) Assinatura anual 44 € (IVA incl.) Registo da Editora 219962 Registo na ERC 127558 Déposito Legal 480593/21 Distribuição total +5.200 envios. Distribuição digital a +4.500 profissionais. Tiragem +700 cópias em papel Edição Número 19 – Janeiro de 2026 Estatuto Editorial disponível em https://www.ialimentar.pt/EstatutoEditorial.asp Impressão e acabamento Lidergraf Rua do Galhano, n.º 15 4480-089 Vila do Conde, Portugal www.lidergraf.eu Media Partners: Os trabalhos assinados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. É proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos editoriais desta revista sem a prévia autorização do editor. A redação da iALIMENTAR adotou as regras do Novo Acordo Ortográfico. SUMÁRIO ATUALIDADE 7 EDITORIAL 7 Ideias que alimentam o futuro: o talento feminino no Agrifood Open Day 16 Entrevista a Carla Borges Pita, gestora da Feira LFA 20 AICON Photon Counting Technology – Um novo padrão de controlo de qualidade 26 Greenovation: a nova geração da refrigeração industrial ao serviço da indústria alimentar 28 Sistema de sensores portátil reforça o controlo da autenticidade dos alimentos 32 PackWAI: IA ao serviço de embalagens biodegradáveis 34 Agenda VIIAFOOD, a Plataforma de Transformação do Setor Agroalimentar 36 Algas no Prato: regulamentação para consumo humano 40 Reformular para Inovar, Regular para Proteger: Inovação e a complexidade da legislação europeia 44 Reformulação de alimentos em Portugal: balanço de um compromisso nacional 48 Segell Expres: três décadas a garantir a rastreabilidade e a segurança alimentar 50 Logística agroalimentar impulsiona novos investimentos da Ontime 54 SEW | Fiabilidade e desempenho em ambientes sujeitos a lavagens intensivas 56 Nilfisk | Higienização na indústria alimentar: quando a limpeza faz parte do processo 58 Bactérias patogénicas em estado viável, mas não cultivável: um desafio para a indústria alimentar 60 INEGI: tecnologia inovadora deteta bactérias que causam intoxicação alimentar 62 O planeamento da higienização como pilar da segurança e sustentabilidade no setor alimentar 63 Eficiência Alimentar 360°: o que está a mudar (mesmo) nas refeições coletivas 66

Tetra Pak adquire Bioreactors.net para promover novas soluções na categoria de Novos Alimentos A Tetra Pak Processing Equipment SIA adquiriu a Bioreactors.net, uma empresa com sede na Letónia e quase três décadas de experiência na conceção e fabrico de sistemas de biorreatores. Fundada em 1996, a Bioreactors.net oferece soluções de ponta em biomassa e fermentação de precisão para Novos Alimentos, com biorreatores capazes de produzir uma ampla gama de proteínas e outros produtos. A empresa tem vasta experiência a trabalhar com empresas de diferentes dimensões, desde instalações de laboratório e piloto, até sistemas completos de produção comercial. O processo de aquisição da Bioreactors.net prevê a integração de cerca de 15 colaboradores na Tetra Pak. Esta operação estratégica vai reforçar a experiência da Tetra Pak em processos, equipamentos de biorreatores e portefólio de design na categoria de Novos Alimentos, permitindo à empresa oferecer sistemas de produção mais avançados para alimentos e ingredientes derivados da fermentação de precisão e biomassa. “A incorporação da Bioreactors.net complementa o nosso atual portefólio de processos upstream e downstream com capacidades de fermentação. Juntos, iremos implementar o portefólio completo de soluções de biorreatores na marca Tetra Pak, oferecendo sistemas avançados de produção alimentar”, afirma Rafael Barros, director of the New Food Business Stream da Tetra Pak, que ainda acrescenta: “Esta aquisição irá permitir acelerar o desenvolvimento de biorreatores de última geração, o que facilitará o crescimento de forma sustentável de produtores consolidados, mas também de inovadores emergentes”. EDITORIAL A indústria alimentar portuguesa não está parada. Mexe-se porque a inovação não espera e porque há uma consciência crescente, felizmente, do impacto que tem na economia, na sociedade e no ambiente. Esta edição da iAlimentar retrata um setor que já não se contenta em produzir alimentos. Quer fazê- -lo com sentido. Basta olhar para os temas desta revista: vemos uma cadeia de valor cada vez mais articulada, onde a tecnologia, a sustentabilidade e o conhecimento andam juntos, quase sempre de forma pragmática. Do processamento à embalagem, da rotulagem à logística, há soluções a surgir que tentam resolver problemas globais mas com efeitos bem concretos. Transição energética, economia circular, aproveitamento de subprodutos, já não são apenas expressões da moda. São realidades que ganham corpo nas fábricas, unidades industriais e armazéns. Merece destaque o papel determinante da higienização, tema que atravessa vários artigos. Numa indústria onde a segurança alimentar não admite falhas, os processos de limpeza deixaram de ser mera rotina operacional para se afirmarem como fator estratégico, exigindo equipamentos específicos, planeamento rigoroso e validação constante. E depois há as pessoas. O papel das mulheres no agroalimentar, a energia das startups, o trabalho dos centros de investigação, as parcerias entre empresas e universidades. Tudo isto mostra que o futuro do setor será forçosamente colaborativo. Vivemos tempos exigentes: o consumidor quer mais (e bem), o regulador aperta (e ainda bem), o mercado global não perdoa distrações. Neste contexto, adaptar-se rapidamente é mesmo obrigatório. Esta edição convida a conhecer melhor um setor que se questiona constantemente, que se reinventa e que continua a avançar. A iAlimentar continua atenta a este percurso, dando visibilidade às soluções, tendências e exemplos que ajudam a compreender não só o presente da indústria alimentar, mas sobretudo aquilo que ambiciona construir. Da produção ao propósito

8 MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.IALIMENTAR.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER ATUALIDADE Bruxelas reforça os controlos à importação de alimentos, animais e produtos vegetais A Comissão Europeia anunciou um reforço dos controlos nas fronteiras europeias e em países extracomunitários sobre os alimentos, os animais e os produtos vegetais que entram na União Europeia, com o objetivo de garantir o cumprimento da legislação sanitária europeia. Em concreto, as auditorias nos postos de controlo fronteiriços irão aumentar 33%, com o objetivo de verificar se os Estados-Membros estão a realizar as inspeções necessárias em conformidade com as normas da União Europeia. O anúncio foi feito em conferência de imprensa pelo comissário europeu da Saúde e do Bem-Estar Animal, Oliver Várhelyi. Nos próximos dois anos, o número de auditorias realizadas em países extracomunitários será igualmente reforçado, com um aumento de 50%, prevendo-se ainda “um acomInvestigadores lideram projeto europeu para desenvolver embalagens antimicrobianas sustentáveis O grupo de Bioativos & Bioproductos, do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Universidade Católica Portuguesa, coordena um projeto que procura desenvolver soluções inovadoras de embalagem com propriedades bioativas, extraídas de sub-produtos vegetais produzidos na zona mediterrânea. O projeto NovaPack - Novel Antimicrobial Coatings and Packaging in the Mediterranean reúne oito parceiros de quatro países mediterrânicos - Portugal, Espanha, Tunísia e Egito - regiões particularmente afetadas pelo desperdício alimentar, escassez de água e alterações climáticas. “O NovaPack tem promovido a cooperação científica entre países mediterrânicos, o intercâmbio de conhecimento sobre biotecnologia e materiais sustentáveis, mas também a formação de jovens investigadores em práticas de bioeconomia circular", revela Manuela Pintado, investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e coordenadora do projeto. panhamento mais rigoroso” dos produtos e dos países que não cumprem a legislação comunitária. Várhelyi anunciou também a criação de um novo programa de formação dirigido a cerca de 500 funcionários nacionais responsáveis pelos controlos, bem como a constituição de um grupo de trabalho destinado a “aumentar a eficiência” das inspeções. Paralelamente, a Comissão Europeia irá atualizar as normas para permitir a importação de produtos que contenham vestígios de pesticidas particularmente perigosos, atualmente proibidos na UE, em linha com as normas internacionais recentemente revistas.

9 gKRAFT Bioshield: a solução de embalagens premiada da Navigator A marca gKRAFT™ Bioshield, a solução de embalagens sustentáveis desenvolvida pela The Navigator Company, foi distinguida com o Prémio Cinco Estrelas 2026, na categoria Embalagens Sustentáveis, um reconhecimento que reforça o posicionamento da marca como referência na transição para alternativas de base natural aos materiais de origem fóssil. A atribuição do Prémio Cinco Estrelas resulta de um processo de avaliação, desenvolvido de acordo com a metodologia própria deste sistema, que analisa a perceção dos consumidores em diferentes dimensões relevantes. A metodologia seguida pela 5 Estrelas prevê Testes de Experimentação com “50 utilizadores habituais de produtos que utilizem embalagens sustentáveis” e um “Estudo de Mercado à Marca” através de um inquérito online a “pelo menos 1000 respostas válidas”. O relatório que esteve na base da distinção conclui que os resultados obtidos permitem afirmar que a marca gKRAFT™ Bioshield é considerada pelos consumidores como “extraordinária” e “realmente Cinco Estrelas”, garantindo, assim, para 2026, o título na respetiva categoria. gKRAFT™ Bioshield integra o portefólio de soluções da Navigator na área de packaging, iniciado em 2021, e resulta da aposta do Grupo no desenvolvimento de alternativas de base natural às embalagens de origem fóssil. Produzida a partir de fibra de eucalipto globulus, proveniente de florestas plantadas e geridas de forma responsável, a marca foi criada com o propósito de produzir tableware e embalagens alimentares de uso único, verdadeiramente sustentáveis e seguras. Rápida. Flexível.Segura. Sustentável. Concebida para satisfazer as mais elevadas exigências da indústria alimentar, a termoformadora wePACK 7000 da Weber destaca-se pela sua precisão, higiene e eficiência energética. A sua construção totalmente em aço inoxidável e a tecnologia servo-acionada garantem uma operação fiável e duradoura. Compatível com todos os tipos de embalagens: MAP, vácuo, skin, multicamadas e adequada para filmes convencionais ou sustentáveis. Graças ao sistema de troca rápida SmartChange e à sua integração perfeita com as gamas Weber, a produção mantém-se fluida, eficiente e ininterrupta. WePACK 7000: Inovação e desempenho para a embalagem do futuro.

10 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.IALIMENTAR.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Mercado de equipamentos de processamento alimentar deve crescer 4,4% até 2035 Sacos reutilizáveis vão substituir ultraleves nos supermercados Os sacos de plástico ultraleves usados nos supermercados deverão deixar de estar disponíveis, sendo substituídos por sacos reutilizáveis, no âmbito de uma medida que está a ser preparada pelo Ministério do Ambiente e Energia. O mercado global de equipamentos para o processamento de alimentos e bebidas prepara-se para uma década de crescimento sustentado, alicerçado na automação industrial, no reforço das exigências de segurança alimentar e na expansão do consumo de produtos transformados. Segundo um relatório da Towards FnB, o setor deverá evoluir de 83,02 mil milhões de dólares em 2026 para 122,32 mil milhões de dólares em 2035, o que corresponde a uma taxa de crescimento anual composta de 4,4%. Os dados revelam um percurso de investimento contínuo. Em 2025, o mercado já atingia um valor estimado de 79,52 mil milhões de dólares, refletindo a modernização progressiva das unidades produtivas e a aposta em tecnologias capazes de assegurar eficiência operacional, fiabilidade dos processos e conformidade regulamentar. A crescente procura por alimentos processados e soluções de conveniência está a acelerar a renovação tecnológica das fábricas alimentares. A automação deixou de ser um fator diferenciador para passar a integrar o núcleo estratégico da indústria, permitindo ganhos de produtividade, maior uniformidade do produto final e redução de falhas operacionais. Leia o artigo completo aqui: https://www.ialimentar.pt/Artigos/619113-Mercado-de-equipamentos-de-processamento-alimentar-deve-crescer-4-4-por-ciento-ate-2035.html A alteração não implicará a criação de qualquer taxa e deverá avançar ainda este ano, noticiou o ECO/Capital Verde. A opção do Governo passa por retirar estes sacos de utilização única e introduzir alternativas mais duráveis, apostando na mudança de práticas no ponto de venda, revelou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, sublinhando que a solução encontrada procura evitar novos encargos para os consumidores e operadores. Impacto ambiental em avaliação O tipo de material a utilizar nos novos sacos ainda não está definido. O Ministério analisou várias possibilidades, como plástico reciclado e fibras, estando a decisão dependente da comparação do impacto ambiental com o dos sacos atualmente utilizados. O processo está a ser desenvolvido em articulação com o setor da distribuição, incluindo contactos com a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED). De acordo com a mesma fonte citada pelo ECO/Capital Verde, os sacos reutilizáveis deverão ser introduzidos numa primeira fase sem custos para o consumidor, marcando uma alteração relevante na gestão de materiais no retalho alimentar. C M Y CM MY CY CMY K

Rua da Urtigueira N26 – 4410-304 Canelas VNG Grandes projetos merecem grandes soluções CHILLERS MODULARES ARREFECIMENTO AQUECIMENTO PROGRAMA DE SELEÇÃO MRV Informação atualizada, sempre disponível. Leia o QR CODE com a câmara do telemóvel e descarregue a aplicação.

12 ALIMENTARIA FOODTECH Alimentaria FoodTech e Interempresas unem-se para reforçar a comunicação estratégica da feira A Alimentaria FoodTech, evento de referência em maquinaria, tecnologia e ingredientes para a indústria alimentar e de bebidas, organizado pela Alimentaria Exhibitions, empresa da Fira de Barcelona, e a Interempresas Media, meio de comunicação B2B líder no setor industrial, formalizaram um acordo de colaboração estratégica com o objetivo de impulsionar a visibilidade, o alcance e a relevância comunicativa da próxima edição da feira, que terá lugar de 6 a 8 de outubro no recinto Gran Via da Fira Barcelona. Esta aliança valoriza a posição da Alimentaria FoodTech como plataforma fundamental para a inovação tecnológica no setor agroalimentar, bem como a capacidade da Interempresas Media de ser um porta-voz especializado e transversal da indústria, com uma rede editorial que abrange mais de 80 setores em diferentes áreas de atividade económica e uma liderança consolidada na comunicação técnica e profissional. A colaboração será liderada pela revista IFOOD&Drinks, publicação da área Alimentar da Interempresas Media, reconhecida pelo seu enfoque rigoroso e inovador na publicação de tendências, soluções e desenvolvimento empresarial no âmbito da alimentação e bebidas. A revista desempenhará um papel fundamental na cobertura de conteúdos, visibilidade dos expositores e divulgação de notícias relacionadas com a feira. Ricardo Márquez, diretor da Alimentaria FoodTech, juntamente com Aleix Torné, diretor executivo da Interempresas Media, durante a assinatura do acordo.

13 ALIMENTARIA FOODTECH Neste contexto, e como parte do acordo, a Interempresas Media editará, pela segunda vez consecutiva, uma edição especial da revista IFOOD&Drinks, inteiramente dedicada à Alimentaria FoodTech, que será distribuída exclusivamente no evento e será uma ferramenta fundamental de comunicação setorial durante a feira. A feira valorizou especialmente a capacidade da Interempresas Media de chegar de forma segmentada e eficaz a todos os agentes industriais que compõem a cadeia de valor alimentar — desde o campo, passando pelo processamento e automação, até à embalagem ou logística —, bem como a abordagem estratégica, criativa e comprometida do seu modelo de comunicação setorial. Além disso, o caráter inovador e o rigor da editora, qualidades alinhadas com a identidade e os objetivos estratégicos da feira — orientada para dinamizar o ecossistema tecnológico da indústria alimentar e promover a sua transformação digital e sustentável —, são elementos-chave desta aliança, que posiciona a Interempresas como parceira estratégica de comunicação da Alimentaria FoodTech. Esta colaboração tornará visível o posicionamento estratégico da feira como um centro tecnológico de referência no sul da Europa, enquanto a Interempresas Media soma uma nova parceria com uma das principais plataformas de feiras do setor agroalimentar. Aleix Torné, diretor executivo da Interempresas Media, aposta nesta colaboração com o firme objetivo de reforçar a projeção comunicativa da feira: “A renovação do acordo com a Alimentaria FoodTech para potenciar o alcance da feira através das fórmulas omnicanal da Interempresas Media é um sinal inequívoco de máxima sintonia. Estabelecer objetivos e métodos para alcançá-los é fundamental, mas o bom entendimento entre as duas equipas de profissionais envolvidas tem sido a chave. Muito obrigado a Ricardo Márquez e Emmanuelle Tamet, da Alimentaria FoodTech, pela confiança; e às minhas colegas Imma Borràs e Nina Jareño por tornarem tudo isso possível”. Ricardo Márquez, diretor da Alimentaria FoodTech, acrescenta: “A Interempresas Media e a Alimentaria FoodTech partilham uma visão transversal da indústria agroalimentar, incluindo os fabricantes de alimentos e bebidas e a indústria auxiliar que os acompanha na cadeia de transformação, conservação e distribuição do produto. Por isso, renovamos a colaboração para expandir o alcance da feira aos diferentes setores industriais que prestam serviços à indústria agroalimentar, bem como para convocar os setores alimentares utilizadores da inovação e tecnologia que se encontram na feira. Confiamos nesta omnicanalidade para continuarmos a ser a feira transversal de referência que presta serviços a toda a indústria alimentar”. n

16 EVENTO EMPOWERING WOMEN IN AGRIFOOD IDEIAS QUE ALIMENTAM O FUTURO: O TALENTO FEMININO NO AGRIFOOD OPEN DAY Nove mulheres, nove projetos e um objetivo comum: transformar o setor agroalimentar com soluções inovadoras e sustentáveis. No Agrifood Open Day, que decorreu a 24 de novembro 2025, uma plateia cheia de pessoas acompanhou os pitches finais do programa Empowering Women in Agrifood (EWA), num momento que celebrou talento, resiliência e liderança feminina. Joana Peres Um dos pontos altos do evento foi a apresentação dos pitches finais dos nove projetos selecionados do programa EWA – Empowering Women in Agrifood, uma iniciativa europeia promovida pelo EIT Food e implementada em Portugal pela BGI Sustainable Ventures. As revistas iAlimentar e Agriterra acompanharam de perto um dia que celebrou talento, resiliência e liderança feminina. Desde cedo ficou claro que não se tratava apenas de um exercício de comunicação. Cada pitch refletiu o culminar de um percurso estruturado de capacitação, desenvolvido ao longo de seis meses, entre junho e novembro. Em palco estiveram projetos em diferentes estágios de maturidade — alguns já no mercado, outros ainda em fase de desenvolvimento — espelhando a diversidade e a vitalidade do empreendedorismo feminino no setor agroalimentar.

17 EVENTO CRIAR ESPAÇO, COMUNIDADE E CONFIANÇA À margem das apresentações, Carolina Marques, Regional Project Manager do EIT Food e responsável pelo programa EWA, destacou a dimensão europeia da iniciativa e o impacto crescente que tem vindo a ganhar. “O EWA é um programa dedicado a mulheres empreendedoras do setor agroalimentar que já tenham projetos ou empresas estabelecidas e que queiram escalar os seus negócios à escala europeia. Esta é já a sexta edição e, este ano, estamos a apoiar cerca de 130 mulheres em vários países”, explicou. Sobre a edição portuguesa, Carolina Marques sublinhou a evolução visível das participantes ao longo do programa. “É especialmente interessante observar a diversidade dos temas e dos níveis de maturidade dos projetos. Algumas empreendedoras já estão a comercializar, outras encontram-se numa fase inicial, mas em todas se nota uma evolução muito significativa desde o início do programa até a este pitch final, tanto a nível pessoal como no desenvolvimento dos próprios projetos”. Para a responsável, o impacto do EWA vai além do apoio técnico. “As mulheres estão muito presentes na agricultura e na alimentação, mas é fundamental criar espaço para que desenvolvam, a título individual, as ideias que querem ver concretizadas. O programa procura exatamente isso: criar confiança, comunidade e oportunidades reais.” TENDÊNCIAS QUE ATRAVESSAM O SETOR Uma leitura transversal dos projetos apresentados permite identificar tendências claras no agroalimentar nacional. A descarbonização, a valorização de resíduos e subprodutos, a economia circular e a aplicação de biotecnologia surgem como linhas orientadoras comuns. “A valorização do desperdício alimentar e a descarbonização aparecem com muita força nesta edição e são “Estas empreendedoras demonstram que a inovação no setor agroalimentar tem rosto feminino e um futuro muito promissor” - Gonçalo Amorim, Co-fundador e CEO da BGI Sustainable Ventures

18 EVENTO claramente prioritárias para Portugal”, referiu Carolina Marques, acrescentando que estas tendências estão alinhadas com os desafios atuais do setor e com a visão das empreendedoras que integram o programa. NOVE PROJETOS, MÚLTIPLAS RESPOSTAS Os nove projetos selecionados refletem uma abordagem ampla aos desafios da alimentação e da agricultura, abrangendo áreas como biotecnologia, inovação alimentar, sustentabilidade, agricultura regenerativa e digitalização. A shortlist portuguesa do EWA 2025 (veja a caixa) inclui soluções que vão desde embalagens biodegradáveis e valorização de subprodutos agroalimentares, à redução do desperdício alimentar doméstico, fermentação alimentar, bioestimulantes agrícolas, monitorização ambiental de empresas agroalimentares e aditivos funcionais para a alimentação animal. Para Gonçalo Amorim, co-fundador e CEO da BGI Sustainable Ventures, “estas empreendedoras demonstram que a inovação no setor agroalimentar tem rosto feminino e um futuro muito promissor”. Uma visão partilhada por Carolina Marques, que sublinha “O programa continua a mostrar o enorme talento, a resiliência e a visão das mulheres portuguesas que estão a transformar o futuro da alimentação” - Clara Pais, project manager do EWA 2025 em Portugal

19 EVENTO “a presença, a resiliência e o potencial impacto destas empreendedoras como fatores-chave para um setor mais sustentável e resiliente”. PRÉMIOS, MENTORIA E PROJEÇÃO INTERNACIONAL No final do programa, foram distinguidas três empreendedoras. O primeiro prémio foi atribuído a Viviana Ribeiro, fundadora da AgriDerma, com uma matriz dérmica sustentável desenvolvida a partir de subprodutos agroalimentares. O segundo prémio distinguiu Ana Cristina Vítor, da RumiPep, com um aditivo funcional para ruminantes que contribui para a redução do uso de antibióticos. Já Ana Martins Vilas-Boas, da BioUpCycle, recebeu o Visibility Award, que lhe perSHORTLIST PORTUGUESA DO EWA 2025 EMPREENDEDORA PROJETO FOCO DO PROJETO Ana Pires PackWAI Oferece uma solução acessível e intuitiva para otimizar o desenvolvimento de embalagens biodegradáveis/compostáveis, promovendo a economia circular e a sustentabilidade no setor alimentar. Ítala Marx VIDA NUBI Transformar subprodutos da indústria agroalimentar, como o bagaço de azeitona, em ingredientes funcionais de alto valor, promovendo a saúde, a sustentabilidade e a economia circular. Viviana Ribeiro AgriDerma Desenvolver uma matriz dérmica inovadora a partir de subprodutos da indústria alimentar, oferecendo uma alternativa ética e sustentável para testes em laboratório e aplicações biomédicas. Ana Martins Vilas-Boas BioUpCycle Transformar resíduos agroalimentares em bioestimulantes e meios de cultura de alto valor, contribuindo para uma agricultura mais regenerativa e sustentável. Paula Galvanini MAI Fermentation House Promover a autonomia na produção de alimentos fermentados saudáveis e sustentáveis em casa, através de uma plataforma online com workshops e kits. Maria Antunes Nula Reduzir o desperdício alimentar doméstico através de uma plataforma que apoia o planeamento de compras e a gestão de alimentos, contribuindo para a sustentabilidade. Mariana Fortes Pluralgae Produzir alimentos e bebidas enriquecidos com spirulina, promovendo a saúde humana e contribuindo para a redução da pegada ambiental. Inês Luís Susplus Fornecer uma plataforma digital para empresas agroalimentares monitorizarem e reportarem o seu impacto ambiental, facilitando a descarbonização da cadeia de valor e o cumprimento de metas de sustentabilidade. Ana Cristina Vítor RumiPep Desenvolver um aditivo alimentar funcional para rações de ruminantes, utilizando péptidos antimicrobianos de larvas de mosca para melhorar a saúde animal e reduzir emissões de gases de efeito de estufa. mitirá representar Portugal no evento pan-europeu NEXT BITE, em Varsóvia. Além dos prémios monetários — no valor de 10.000 euros para o primeiro lugar e 5.000 euros para o segundo — o programa oferece mentoria personalizada, formação prática em desenvolvimento de negócio e acesso a uma comunidade europeia de inovação agroalimentar. Como sublinha Clara Pais, project manager do EWA 2025 em Portugal, “o programa continua a mostrar o enorme talento, a resiliência e a visão das mulheres portuguesas que estão a transformar o futuro da alimentação”. Um futuro que, como ficou claro no Agrifood Open Day, está a ser construído com conhecimento, colaboração e impacto real. n

ENTREVISTA 20 CARLA BORGES PITA, GESTORA DA FEIRA LFA Lisbon Food Affair 2026: o ponto de encontro onde a transformação do setor alimentar ganha escala Joana Peres De 9 a 11 de fevereiro de 2026, a Lisbon Food Affair (LFA) regressa a Lisboa reforçando a ambição de se afirmar como a principal plataforma profissional da cadeia alimentar em Portugal. Internacionalização, inovação, sustentabilidade e digitalização marcam a nova edição de um evento que acompanha de perto a profunda transformação do setor. Em entrevista à iAlimentar, Carla Borges Pita, gestora da LFA, analisa os grandes desafios da fileira agroalimentar, destaca as tendências que já estão a moldar o mercado e explica como a feira se posiciona como um verdadeiro catalisador de negócios, conhecimento e futuro. A Lisbon Food Affair regressa em 2026. Quais são as principais novidades desta edição e que mensagem gostariam que o mercado retivesse desde o primeiro momento? A Lisbon Food Affair regressa de 9 a 11 de fevereiro de 2026 afirmando-se como o evento líder e a plataforma profissional de referência para os setores da alimentação e

ENTREVISTA 21 bebidas, horeca, máquinas, equipamentos e tecnologias. Nesta edição, reforçamos o nosso compromisso com os eixos estratégicos da internacionalização, da inovação, da sustentabilidade e da valorização da produção nacional, pilares transversais aos três salões que compõem a LFA: Food&Beverage, Horeca e Technology. Acompanhando as tendências e os dados que o mercado vai fornecendo, nomeadamente na importância crescente do setor Horeca, destacamos a expansão do salão Horeca, que continua a ser um dos pilares da LFA e um motor de crescimento para os visitantes profissionais. Em 2025, este canal representou 39% do visitante profissional da LFA, um indicador claro da sua importância estratégica e da procura por soluções, equipamentos, serviços e tecnologias que modernizem a restauração e a hotelaria. Neste mesmo sentido, destacamos a renovação da parceria estratégica com a DIG-IN, pelo terceiro ano consecutivo, reforçando a aposta na digitalização e na eficiência operacional para este setor. O posicionamento alcançado junto da hotelaria e restauração é igualmente resultado da parceria que mantemos desde a primeira edição com a AHRESP, potenciando a relevância da LFA e o seu papel dinamizador junto dos visitantes profissionais. Estas colaborações reforçam a nossa missão de apoiar um setor central para a economia nacional, promover o conhecimento, a eficiência e soluções inovadoras que respondam às novas exigências da restauração e da hotelaria. A mensagem que queremos que o mercado retenha é a de que em 2026, a LFA será o ponto de encontro indispensável para quem procura inovação, network, conhecimento e oportunidades reais de negócio em toda a cadeia de valor do setor alimentar. O setor alimentar atravessa um ciclo exigente, marcado por metas ambientais, evolução do consumo e volatilidade nos custos e na logística. Na sua leitura, qual é hoje o maior desafio que se coloca às empresas da fileira agroalimentar? Hoje, o maior desafio para as empresas é conseguir equilibrar competitividade, sustentabilidade e inovação num contexto de mudança acelerada. A pressão é transversal a toda a fileira com custos imprevisíveis de matérias-primas e energia, volatilidade logística, metas ambientais ambiciosas e um consumidor cada vez mais atento, informado e exigente. Além destes fatores, podemos identificar três outras dimensões críticas que estão a marcar a agenda: a transformação digital, que já não é opcional. As empresas precisam de dados, automação e ferramentas de eficiência para responder às margens cada vez mais apertadas. A parceria LFA–DIG-IN reforça precisamente esta urgência, trazendo conhecimento e tecnologia que ajudam o setor a tomar decisões mais informadas; O ritmo da inovação, que se intensificou. Reformular produtos, responder à procura por opções mais saudáveis,

ENTREVISTA 22 sustentáveis e com menor processamento ou adotar novas tecnologias exige investimento constante. E isso também se reflete no evento, com uma procura crescente no espaço LFA Innovation, onde as empresas dispõem de uma montra de exposição adicional para destacar os novos produtos e soluções inovadoras para o setor. Por fim, a adaptação aos novos modelos de consumo, que evoluem rapidamente. A procura por conveniência, experiências diferenciadas, transparência total e sustentabilidade coloca pressão sobre operações, distribuição e comunicação. Em síntese, o principal desafio não é apenas um, mas sim a necessidade de transformação contínua, num setor que precisa de se modernizar, inovar e internacionalizar ao mesmo tempo. Olhando para os expositores que já confirmaram presença, que movimentos merecem destaque? Há tendências ou áreas de inovação que se estão a afirmar de forma mais vincada? (por exemplo: proteínas alternativas, packaging sustentável, digitalização, eficiência energética, clean label) Sim, há movimentos muito claros que revelam a direção para onde o setor está a evoluir. A preocupação em responder às novas necessidades e mesmo legislação que vai sendo atualizada a nível europeu, reflete-se em novas empresas que vão surgindo na área do packaging sustentável e economia circular, na área da digitalização e automação, da eficiência energética e na inovação alimentar, com novos desenvolvimentos de produtos. O que verificamos de forma mais expressiva é que a inovação deixou de ser um complemento e passou a ser o eixo central da estratégia das marcas presentes na LFA. Estamos a observar um número crescente de empresas que não vêm apenas apresentar produtos, mas sim soluções de futuro, seja ao nível de tecnologias disruptivas, modelos de eficiência, novas abordagens de nutrição e sustentabilidade, e ferramentas baseadas em dados. Uma das características diferenciadoras da Lisbon Food Affair é a capacidade de reunir indústria, marcas, distribuição e canal HoReCa no mesmo evento. Que tipo de ligações e sinergias querem estimular entre estes diferentes agentes? Na LFA queremos estimular relações de negócio verdadeiramente transversais, onde cada agente encontra valor imediato. A indústria tem a oportunidade de contactar com distribuidores e compradores internacionais, o retalho tem a oportunidade de conhecer novos produtos e identificar tendências de consumo, e o canal horeca de estabelecer contactos diretos com fabricantes e fornecedores de equipamentos, tecnologias e soluções diferenciadoras. A LFA cria um ambiente único onde a inovação circula de forma natural e onde surgem parcerias estratégicas que, muitas vezes, não se formariam fora deste contexto, tornando o evento um ponto de encontro essencial para toda a cadeia de valor do setor alimentar. A sustentabilidade é um tema central, mas também complexo e desigual entre empresas. Como é que a LFA 2026 se propõe traduzir este conceito em práticas concretas? Haverá demonstrações, áreas temáticas, casos reais ou momentos de debate orientado? A LFA traduz a sustentabilidade no evento, não apenas promovendo a participação de empresas que incorporam esta temática, mas também através de ações que decorrem durante o evento. O programa da LFA inclui painéis especializados, seminários, onde a sustentabilidade é o tema central. No auditório das talks, por exemplo, são apresentados casos reais de empresas que já implementaram soluções inovadoras e sustentáveis, permitindo que os participantes conheçam estratégias aplicáveis ao seu negócio. Ou, a apresentação de novas soluções que permitem aos profissionais contactar em primeira mão com quem as desenvolve. O objetivo da LFA passa por oferecer aos profissionais do setor ideias concretas e ferramentas aplicáveis, conseguindo incorporar a sustentabilidade de forma prática, estratégica e rentável, enquanto impulsiona inovação e competitividade. “A LFA será o ponto de encontro indispensável para quem procura inovação, network, conhecimento e oportunidades reais de negócio em toda a cadeia de valor do setor alimentar”

ENTREVISTA 23 O programa de hosted buyers tem sido referido como uma ferramenta relevante para a internacionalização das empresas. Que mercados estarão em foco nesta edição? E o que explica essa escolha? Estão a surgir novas geografias de oportunidade? Sim, o programa de hosted buyers da LFA mantém-se como uma ferramenta estratégica para a internacionalização das empresas portuguesas. Nesta edição, estarão em foco principalmente mercados da Europa, América Latina, PALOP e Médio Oriente, identificados por evidenciarem uma procura crescente por produtos portugueses, forte potencial de expansão e alinhamento com a oferta de inovação alimentar e soluções horeca. Ao mesmo tempo, surgem novas geografias de oportunidade, com interesse crescente por produtos diferenciadores de produção nacional, saudáveis e sustentáveis, abrindo novas frentes de negócio para empresas que procuram expandir internacionalmente. O programa permite às empresas agendar reuniões B2B qualificadas com compradores internacionais selecionados de acordo com o perfil do seu negócio, maximizando o retorno da presença na feira. Importa reforçar que os buyers presentes são avaliados pela organização, com a colaboração das empresas expositoras, quanto ao seu potencial de negócio. Esta avaliação permite garantir a presença dos compradores mais relevantes, assegurando a renovação do programa em cada edição e criando oportunidades de negócio para os expositores. Para além das reuniões, a LFA promove a visibilidade das empresas através da LFA Innovation, onde lançamentos de produtos, tecnologias e soluções disruptivas ganham destaque e atraem a atenção de potenciais compradores provenientes de mercados estabelecidos e emergentes de todo o mundo. “Hoje, o maior desafio para as empresas é conseguir equilibrar competitividade, sustentabilidade e inovação num contexto de mudança acelerada”

ENTREVISTA 24 Se tivesse de escolher uma palavra para caracterizar o momento atual do setor alimentar, qual seria — e porquê? A palavra que melhor define o momento atual do setor alimentar é “transformação”. Toda a cadeia de valor, desde a produção até à restauração e distribuição, está a atravessar mudanças profundas e aceleradas. Esta transformação é impulsionada por diversos fatores. Em cada segmento, vemos empresas a adaptarem-se, a inovar e a repensar modelos de negócio, mostrando que a capacidade de se transformar deixou de ser uma vantagem competitiva e passou a ser uma condição essencial para manter e crescer no mercado atual. A pressão sobre as margens é transversal à cadeia de valor. Como é que um evento como a Lisbon Food Affair pode ajudar as empresas a encontrar soluções, seja na eficiência produtiva, na inovação de produto ou na construção de parcerias estratégicas? A LFA oferece às empresas uma plataforma única para identificar soluções que aumentem eficiência, promovam inovação e gerem novas oportunidades de negócio. Cada empresa participante é também um potencial cliente e a cadeia de valor é transversal. No âmbito da inovação, a LFA proporciona acesso direto a novos produtos, tendências de consumo e soluções disruptivas. Este acesso facilita o desenvolvimento de produtos diferenciadores e estratégias mais competitivas. Além disso, o evento fomenta parcerias estratégicas ao reunir indústria, distribuição, retalho e canal horeca num mesmo espaço, promovendo network qualificado e encontros B2B que muitas vezes não aconteceriam fora do contexto da feira. A presença de compradores internacionais e o programa de hosted buyers potenciam ainda mais as oportunidades de expansão e colaboração global. A digitalização e a automação continuam a ganhar terreno, mas muitas PME mantêm dúvidas quanto ao retorno e à implementação. Que exemplos práticos ou tecnologias estarão em exibição que possam ajudar a aproximar este tema da realidade empresarial? Pela sua crescente implementação em toda a cadeia do setor alimentar, a digitalização e a automação são temas que integram os painéis de debate e presença através das empresas expositoras. Pela referência que temos da edição anterior e que se irá manter e reforçar, estão como exemplo, sistemas de gestão digital e rastreabilidade, ferramentas de planeamento e otimização de produção, equipamentos horeca automatizados, sensores inteligentes e plataformas de análise de dados que permitem monitorizar desempenho e comportamento do consumidor em tempo real. A LFA não se limita a mostrar tecnologia. Aproxima a digitalização da realidade das PME, apresentando e demonstrando soluções aplicáveis, com impacto concreto na eficiência, rentabilidade e competitividade das empresas. Do lado do consumidor, várias mudanças estão a ocorrer de forma acelerada: hábitos de compra, expectativas de transparência, critérios de valor e até o papel emocional da alimentação. Quais destas mudanças considera mais determinantes para os próximos anos? E como as empresas estão a responder? Pela experiência que vamos acumulando através dos parceiros, dos expositores e até mesmo dos profissionais que visitam a LFA, podemos partilhar que as mudanças mais determinantes para os próximos anos estão a ocorrer em três grandes eixos. Primeiro, saúde e nutrição, com os consumidores a procurarem produtos mais naturais, funcionais, menos processados e com maior transparência sobre ingredientes e origem. Segundo, sustentabilidade, que se reflete na preferência por embalagens amigas do ambiente, produtos locais e produção responsável. Por último, experiência e conveniência, com alimentos a assumirem um papel emocional e cultural, aliando qualidade, inovação e facilidade de consumo. As empresas respondem a estas tendências principalmente através da inovação de produto. Para quem participa pela primeira vez na Lisbon Food Affair, quais são os conselhos essenciais de preparação? O que é que faz a diferença entre “estar presente” e criar impacto? Para quem participa pela primeira vez na Lisbon Food Affair, a preparação é fundamental. O primeiro passo é definir objetivos claros. Seja apresentar produtos, lançar inovações, captar clientes internacionais ou explorar tendências. A partir destes objetivos, torna-se essencial planear reuniões B2B e identificar os contactos prioritários, tirando o máximo partido do programa de buyers e do network que a feira proporciona. A forma como o espaço e a marca são apresentados faz igualmente a diferença. Investir numa apresentação "A LFA oferece às empresas uma plataforma única para identificar soluções que aumentem eficiência, promovam inovação e gerem novas oportunidades de negócio”

ENTREVISTA 25 visual atrativa, materiais de apoio claros e demonstrações de produtos ou soluções, potencia uma experiência memorável junto dos visitantes. Trazer novidades, lançamentos ou soluções inovadoras, sobretudo as que respondem a desafios concretos do setor, aumenta significativamente a visibilidade e a capacidade de gerar leads qualificados. Outro fator crítico é a equipa presente no stand. Ter profissionais habilitados, com competências comerciais, conhecimento técnico do produto e fluência em línguas estrangeiras, é essencial, especialmente num evento com forte componente internacional. Estes atributos são frequentemente diferenciadores na abordagem aos compradores estrangeiros e na construção de oportunidades de negócio futuras. Para além disso, recomenda-se a participação ativa em painéis, talks, showcookings, demonstrações ou sessões de conhecimento, que contribuem para reforçar a aprendizagem, ganhar visibilidade e criar conexões estratégicas com o ecossistema profissional. Por fim, o sucesso não termina com o encerramento da feira: o follow-up estruturado após o evento, transformando contactos em reuniões, propostas e oportunidades concretas, é o que converte “estar presente” em impacto real e resultados tangíveis. Para terminar, gostaria de pedir uma visão pessoal: como imagina o setor alimentar daqui a cinco anos? E que papel gostaria que a Lisbon Food Affair desempenhasse nesse processo de transformação? Pessoalmente, daqui a cinco anos, vejo um setor mais tecnológico, sustentável e internacional. Vejo também uma maior internacionalização das empresas portuguesas, com marcas a expandirem-se para novos mercados, apoiadas por estratégias de exportação e networking qualificado. A alimentação assumirá cada vez mais um papel cultural e experiencial, combinando conveniência, saúde e experiência emocional. Neste contexto, a LFA pretende continuar a ser o motor da transformação do setor: um espaço de referência para inovação, conhecimento, internacionalização e network. n Para mais informações, visite o website da Lisbon Food Affair: https://lisbonfoodaffair.fil.pt/

26 TECNOLOGIA E EFICIÊNCIA ALIMENTAR AICON Photon Counting Technology – Um novo padrão de controlo de qualidade Os sistemas de inspeção por raio-x tradicionais atingiram os seus limites. A sua precisão e eficiência já não correspondem às exigências do mercado. A AICON Photon Counting Technology™ eleva o controlo de qualidade a um novo patamar, oferecendo níveis de precisão e fiabilidade anteriormente inalcançáveis com soluções de raios X convencionais. VERIFIQUE A DIFERENÇA ENTRE IMAGEM RAIO-X COM E SEM PTC DEXA AICON PCTTM GRAÇAS À AICON PCT, É POSSÍVEL OBTER >68% NA PRECISÃO DE DETEÇÃO em comparação com soluções semelhantes atualmente disponíveis no mercado. Exemplos de contaminantes de média densidade detetados. VANTAGENS  Maior confiança no controlo de qualidade, com menos falsas rejeições e falhas não detetadas;  Proteção reforçada da marca, eliminando o risco de corpos estranhos chegarem ao consumidor;  Capacidade de trabalhar com produtos exigentes, estruturas complexas e formatos irregulares;  Otimização de processos, com deteção de não conformidades mais rápida e eficiente.  Conversão direta de sinal – minimiza a perda de dados, garantindo maior qualidade de imagem e fiabilidade.  Precisão até 0.1 mm/pixel – maior precisão de deteção, permitindo identificar os defeitos mais pequenos, quer na estrutura do produto, quer na embalagem.  Câmara multi-energia – diferenciação avançada de grupos de materiais selecionados, aumentando a eficácia da análise.  Tecnologia TDI (Time Delay Integration) – capta múltiplas leituras por segmento de imagem, reduzindo o ruído e proporcionando um detalhe excecional em tempo real.  Detetor de cristal de telutero de cádmio com ASIC personalizado – uma solução de vanguarda que garante extrema sensibilidade, elevada eficiência de deteção e durabilidade superior.  Tecnologia orientada ao produto e à qualidade – independentemente da estrutura, embalagem ou formato, a câmara opera de forma eficaz e fornece resultados consistentes e repetíveis. PORQUE É QUE A AICON PCT™ É UM FATOR DECISIVO?

SERIES AICON BULK 27 TECNOLOGIA E EFICIÊNCIA ALIMENTAR  2 em 1 - Análise de gordura e deteção de contaminantes de elevada performance.  Taxa de deteção de pelo menos 90% superior aos raio-x standard na medição de gordura.  Controlo total dos riscos associados a limalhas metálicas, agulhas veterinárias, fragmentos de luvas de proteção e fragmentos ósseos na carne.  Velocidade e capacidade até 60 toneladas por hora.  Elevada precisão ± 0.7%.  Medição em tempo real de percentagem de gordura, peso, dimensão e forma. AICON SCAN XR-500 POULTRY  Deteção de ossos calcificados a partir de 1 mm.  Design robusto com classificação IP69K.  Probabilidade de deteção comprovada superior a 90% e taxa de falsas rejeições até 2x inferior face a outras marcas do mercado.  Inspeção em dupla via, preparada para múltiplas linhas. SERIES AICON PIPE SERIES AICON SCAN XR SERIES AICON SIDE SCAN Sistemas modernos e avançados de inspeção por raio-x para controlo de qualidade de produtos a granel e não embalados, como frutos secos, fruta, legumes, cereais, etc. Sistemas de inspeção por raio-x para produtos líquidos, semi-líquidos e triturados transportados através de tubagens entre 2.5’’ to 4.0’’. Sistemas de inspeção por raio-x para controlo de qualidade de produtos em embalagens individuais ou a granel, como tabuleiros, folhas, caixas, flowpacks, pouches, doypacks, saquetas e muito mais. Os mais avançados sistemas de inspeção por raio-x de feixe simples e múltiplo, desenvolvidos para controlo preciso de produtos em embalagens altas, como frascos, garrafas, latas, recipientes PET, caixas, tubos, entre outros. AICON SCAN XR-600 FA APLICAÇÃO DE ANÁLISE DE GORDURA Representada na Península Ibérica pela

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