iAlimentar - BF7

OPINIÃO Em Bruxelas, aliada à Confederação FoodDrinkEurope, a FIPA continuará a trabalhar para que o ecossistema agroalimentar europeu seja devidamente considerado como ‘setor essencial’, ou seja, estratégico do ponto de vista social, económico e político, e consequentemente receba todo o apoio necessário, a curto e longo prazo, para sobreviver e prosperar. Se queremos garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade duradoura, os produtores europeus de géneros alimentícios merecem ser levados mais a sério no debate político. Ao celebrarmos este ano o 30.º aniversário do Mercado Único da União Europeia (o seumaior ativo económico), temos de valorizar o que conseguimos alcançar em conjunto até à data, mas também trabalhar para que não haja retrocessos, para as empresas e para os cidadãos. Neste que será um ano pré-eleitoral para o Parlamento Europeu, contamos com os decisores políticos da UE para apoiar - e não travar - o progresso do nosso setor, dando resposta às necessidades específicas da indústria, tendo em conta os tempos peculiares de crise, enquanto nos preparamos para um futuro melhor. Como ficar parados e esperar que a 'magia' aconteça não está no nosso ADN, o contributo para a construção da resiliência do setor continuará a ser dado diariamente. Em 2023, a FIPA estará associada à sua Confederação europeia no lançamento de atividades tangíveis do 'Plano de Ação sobre Sistemas Alimentares Sustentáveis', com o objetivo de apoiar o setor na aceleração da transição para uma produção alimentar verdadeiramente sustentável, como parte do compromisso com o 'Código de Conduta da UE para Práticas Empresariais e Comerciais Responsáveis do Setor Alimentar'. Para iniciar o ano, ficam desde já três desejos políticos mais imediatos no domínio da alimentação: 1. Umquadro legislativo da UE sólido e preparado para o futuro, emmatéria de sistemas alimentares sustentáveis, 56 O que nos reserva 2023 para o setor alimentar e das bebidas europeu? Sabemos que, muito provavelmente, os tempos difíceis não terminarão em breve para o universo das 294.000 empresas europeias da indústria alimentar e das bebidas, pois continuam a fazer-se sentir os elevados custos da energia, das matérias-primas e de outros insumos, além de ter de enfrentar desafios complexos de fornecimento devido aos efeitos da guerra em curso na Ucrânia e da Covid-19. Pedro Queiroz Diretor-Geral da FIPA

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