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OPINIÃO | REFORMULAÇÃO DE PRODUTOS E SUBPRODUTOS 48 Reformulação de alimentos em Portugal: balanço de um compromisso nacional Isabel Cardoso, Coordenadora de Assuntos Regulamentares e Científicos da Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA) Estes processos podem envolver a redução, substituição, aumento ou adição de ingredientes, procurando dar resposta a objetivos como a otimização da funcionalidade do produto, a valorização do perfil nutricional (por exemplo, através da seleção de ingredientes, da fortificação com micronutrientes, do aumento do teor de fibra, proteína ou cereais integrais, ou da redução do teor de sal), o aperfeiçoamento das características sensoriais ou, ainda, a resolução de questões relacionadas com a cadeia de abastecimento. Trata-se, contudo, de um processo frequentemente complexo, que nem sempre é possível ou desejável, principalmente por questões de segurança dos alimentos. Em alguns casos, a reformulação pode ser condicionada pela própria natureza dos alimentos, como acontece com o teor de lactose nos produtos lácteos ou o teor de açúcares naturalmente presentes na fruta. Assim, o desenvolvimento de novos produtos ou a reformulação de produtos existentes pode constituir um desafio técnico significativo. Embora ciente destas dificuldades, a indústria agroalimentar portuguesa assumiu, em maio de 2019, o desafio de reformular várias categorias de géneros alimentícios. Nesse contexto, foi assinado um compromisso nacional para a reformulação do teor de sal, açúcar e ácidos gordos trans em diferentes categorias de produtos alimentares. Este compromisso envolveu a Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA), a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), a Direção-Geral A reformulação da composição de produtos alimentares é um dos desafios mais prementes para a indústria agroalimentar, motivada por uma procura de melhoria continua da oferta ao consumidor.

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