32 TECNOLOGIA E EFICIÊNCIA ALIMENTAR Sistema de sensores portátil reforça o controlo da autenticidade dos alimentos Produtos contrafeitos ou de baixa qualidade — como o azeite produzido a partir de óleo de colza artificialmente corado — são frequentemente difíceis, ou mesmo impossíveis, de identificar à primeira vista. Está atualmente a ser desenvolvido um sistema móvel de sensores baseado em cromatografia gasosa para detetar produtos incorretamente rotulados diretamente in situ. Três institutos Fraunhofer estão a trabalhar em conjunto no desenvolvimento de um dispositivo acessível e de utilização simples, que permite mesmo a utilizadores não especialistas realizar avaliações rápidas no local. A fraude alimentar tem vindo a aumentar ao longo dos últimos anos. A elevada procura, a forte concorrência ao nível dos preços e a crescente complexidade das cadeias de abastecimento criam condições propícias à rotulagem incorreta de produtos. Quando são utilizados ingredientes nocivos, este tipo de fraude pode representar riscos graves para a saúde pública. Produtos contrafeitos ou de baixa qualidade – como o azeite produzido a partir de óleo de colza artificialmente corado – são frequentemente difíceis, ou mesmo impossíveis, de identificar através de uma simples avaliação visual. Até ao momento, a deteção de géneros alimentícios contrafeitos tem exigido análises laboratoriais dispendiosas e demoradas. Além disso, os sistemas de análise baseados em laboratório requerem operadores especializados, com formação técnica adequada, tanto para a operação dos equipamentos como para a interpretação dos dados obtidos. Com o objetivo de dar resposta a este desafio, encontra-se atualmente em desenvolvimento um sistema móvel de sensores baseado em cromatografia gasosa, concebido para permitir a deteção de produtos incorretamente rotulados diretamente in situ. Três institutos Fraunhofer estão a colaborar no desenvolvimento de um dispositivo acessível e de utilização simples, que possibilita a realização de avaliações rápidas no local, mesmo por utilizadores sem formação especializada. Colunas de microcromatografia gasosa (colunas µGC) gravadas numa placa de silício de 200 mm. As colunas são seladas com uma segunda placa através de um processo de ligação entre placas e, posteriormente, separadas. Em seguida, são revestidas com uma fase estacionária, de forma semelhante às colunas de GC convencionais.
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