BF19 - iAlimentar

ENTREVISTA 24 Se tivesse de escolher uma palavra para caracterizar o momento atual do setor alimentar, qual seria — e porquê? A palavra que melhor define o momento atual do setor alimentar é “transformação”. Toda a cadeia de valor, desde a produção até à restauração e distribuição, está a atravessar mudanças profundas e aceleradas. Esta transformação é impulsionada por diversos fatores. Em cada segmento, vemos empresas a adaptarem-se, a inovar e a repensar modelos de negócio, mostrando que a capacidade de se transformar deixou de ser uma vantagem competitiva e passou a ser uma condição essencial para manter e crescer no mercado atual. A pressão sobre as margens é transversal à cadeia de valor. Como é que um evento como a Lisbon Food Affair pode ajudar as empresas a encontrar soluções, seja na eficiência produtiva, na inovação de produto ou na construção de parcerias estratégicas? A LFA oferece às empresas uma plataforma única para identificar soluções que aumentem eficiência, promovam inovação e gerem novas oportunidades de negócio. Cada empresa participante é também um potencial cliente e a cadeia de valor é transversal. No âmbito da inovação, a LFA proporciona acesso direto a novos produtos, tendências de consumo e soluções disruptivas. Este acesso facilita o desenvolvimento de produtos diferenciadores e estratégias mais competitivas. Além disso, o evento fomenta parcerias estratégicas ao reunir indústria, distribuição, retalho e canal horeca num mesmo espaço, promovendo network qualificado e encontros B2B que muitas vezes não aconteceriam fora do contexto da feira. A presença de compradores internacionais e o programa de hosted buyers potenciam ainda mais as oportunidades de expansão e colaboração global. A digitalização e a automação continuam a ganhar terreno, mas muitas PME mantêm dúvidas quanto ao retorno e à implementação. Que exemplos práticos ou tecnologias estarão em exibição que possam ajudar a aproximar este tema da realidade empresarial? Pela sua crescente implementação em toda a cadeia do setor alimentar, a digitalização e a automação são temas que integram os painéis de debate e presença através das empresas expositoras. Pela referência que temos da edição anterior e que se irá manter e reforçar, estão como exemplo, sistemas de gestão digital e rastreabilidade, ferramentas de planeamento e otimização de produção, equipamentos horeca automatizados, sensores inteligentes e plataformas de análise de dados que permitem monitorizar desempenho e comportamento do consumidor em tempo real. A LFA não se limita a mostrar tecnologia. Aproxima a digitalização da realidade das PME, apresentando e demonstrando soluções aplicáveis, com impacto concreto na eficiência, rentabilidade e competitividade das empresas. Do lado do consumidor, várias mudanças estão a ocorrer de forma acelerada: hábitos de compra, expectativas de transparência, critérios de valor e até o papel emocional da alimentação. Quais destas mudanças considera mais determinantes para os próximos anos? E como as empresas estão a responder? Pela experiência que vamos acumulando através dos parceiros, dos expositores e até mesmo dos profissionais que visitam a LFA, podemos partilhar que as mudanças mais determinantes para os próximos anos estão a ocorrer em três grandes eixos. Primeiro, saúde e nutrição, com os consumidores a procurarem produtos mais naturais, funcionais, menos processados e com maior transparência sobre ingredientes e origem. Segundo, sustentabilidade, que se reflete na preferência por embalagens amigas do ambiente, produtos locais e produção responsável. Por último, experiência e conveniência, com alimentos a assumirem um papel emocional e cultural, aliando qualidade, inovação e facilidade de consumo. As empresas respondem a estas tendências principalmente através da inovação de produto. Para quem participa pela primeira vez na Lisbon Food Affair, quais são os conselhos essenciais de preparação? O que é que faz a diferença entre “estar presente” e criar impacto? Para quem participa pela primeira vez na Lisbon Food Affair, a preparação é fundamental. O primeiro passo é definir objetivos claros. Seja apresentar produtos, lançar inovações, captar clientes internacionais ou explorar tendências. A partir destes objetivos, torna-se essencial planear reuniões B2B e identificar os contactos prioritários, tirando o máximo partido do programa de buyers e do network que a feira proporciona. A forma como o espaço e a marca são apresentados faz igualmente a diferença. Investir numa apresentação "A LFA oferece às empresas uma plataforma única para identificar soluções que aumentem eficiência, promovam inovação e gerem novas oportunidades de negócio”

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