BF19 - iAlimentar

ENTREVISTA 22 sustentáveis e com menor processamento ou adotar novas tecnologias exige investimento constante. E isso também se reflete no evento, com uma procura crescente no espaço LFA Innovation, onde as empresas dispõem de uma montra de exposição adicional para destacar os novos produtos e soluções inovadoras para o setor. Por fim, a adaptação aos novos modelos de consumo, que evoluem rapidamente. A procura por conveniência, experiências diferenciadas, transparência total e sustentabilidade coloca pressão sobre operações, distribuição e comunicação. Em síntese, o principal desafio não é apenas um, mas sim a necessidade de transformação contínua, num setor que precisa de se modernizar, inovar e internacionalizar ao mesmo tempo. Olhando para os expositores que já confirmaram presença, que movimentos merecem destaque? Há tendências ou áreas de inovação que se estão a afirmar de forma mais vincada? (por exemplo: proteínas alternativas, packaging sustentável, digitalização, eficiência energética, clean label) Sim, há movimentos muito claros que revelam a direção para onde o setor está a evoluir. A preocupação em responder às novas necessidades e mesmo legislação que vai sendo atualizada a nível europeu, reflete-se em novas empresas que vão surgindo na área do packaging sustentável e economia circular, na área da digitalização e automação, da eficiência energética e na inovação alimentar, com novos desenvolvimentos de produtos. O que verificamos de forma mais expressiva é que a inovação deixou de ser um complemento e passou a ser o eixo central da estratégia das marcas presentes na LFA. Estamos a observar um número crescente de empresas que não vêm apenas apresentar produtos, mas sim soluções de futuro, seja ao nível de tecnologias disruptivas, modelos de eficiência, novas abordagens de nutrição e sustentabilidade, e ferramentas baseadas em dados. Uma das características diferenciadoras da Lisbon Food Affair é a capacidade de reunir indústria, marcas, distribuição e canal HoReCa no mesmo evento. Que tipo de ligações e sinergias querem estimular entre estes diferentes agentes? Na LFA queremos estimular relações de negócio verdadeiramente transversais, onde cada agente encontra valor imediato. A indústria tem a oportunidade de contactar com distribuidores e compradores internacionais, o retalho tem a oportunidade de conhecer novos produtos e identificar tendências de consumo, e o canal horeca de estabelecer contactos diretos com fabricantes e fornecedores de equipamentos, tecnologias e soluções diferenciadoras. A LFA cria um ambiente único onde a inovação circula de forma natural e onde surgem parcerias estratégicas que, muitas vezes, não se formariam fora deste contexto, tornando o evento um ponto de encontro essencial para toda a cadeia de valor do setor alimentar. A sustentabilidade é um tema central, mas também complexo e desigual entre empresas. Como é que a LFA 2026 se propõe traduzir este conceito em práticas concretas? Haverá demonstrações, áreas temáticas, casos reais ou momentos de debate orientado? A LFA traduz a sustentabilidade no evento, não apenas promovendo a participação de empresas que incorporam esta temática, mas também através de ações que decorrem durante o evento. O programa da LFA inclui painéis especializados, seminários, onde a sustentabilidade é o tema central. No auditório das talks, por exemplo, são apresentados casos reais de empresas que já implementaram soluções inovadoras e sustentáveis, permitindo que os participantes conheçam estratégias aplicáveis ao seu negócio. Ou, a apresentação de novas soluções que permitem aos profissionais contactar em primeira mão com quem as desenvolve. O objetivo da LFA passa por oferecer aos profissionais do setor ideias concretas e ferramentas aplicáveis, conseguindo incorporar a sustentabilidade de forma prática, estratégica e rentável, enquanto impulsiona inovação e competitividade. “A LFA será o ponto de encontro indispensável para quem procura inovação, network, conhecimento e oportunidades reais de negócio em toda a cadeia de valor do setor alimentar”

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